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Amazonas lança Plano Estadual de Bioeconomia para impulsionar a industrialização da floresta

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O Governo do Amazonas oficializou, nesta quarta-feira (1º), o Plano Estadual de Bioeconomia, iniciativa que estabelece novas diretrizes para o desenvolvimento econômico com base no uso sustentável da biodiversidade. O decreto foi assinado pelo governador Wilson Lima durante a 319ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam), consolidando uma estratégia voltada à geração de emprego, renda e agregação de valor aos recursos naturais, especialmente no interior.

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O Plano de Bioeconomia, que já havia sido apresentado durante a COP30, em Belém, passa a orientar políticas públicas e investimentos voltados à transformação das cadeias produtivas locais. A proposta central é estimular a industrialização de insumos da floresta, reduzindo a dependência da comercialização de produtos in natura e ampliando o valor agregado da produção regional.

Bioeconomia no Amazonas aposta na industrialização da floresta

Segundo o governo, o plano busca mudar a lógica econômica baseada na simples extração de matéria-prima. A estratégia incentiva que produtos como frutos, óleos e extratos sejam processados no próprio estado, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando a renda de produtores e comunidades tradicionais.

Durante a reunião, Wilson Lima destacou que a construção do plano envolveu diálogo com diversos setores. A proposta inclui o desenvolvimento de segmentos como cosméticos, fármacos e alimentos processados, com potencial de escala a partir da biodiversidade amazônica.

O encontro contou com a participação de autoridades como o vice-governador Tadeu de Souza, o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, e o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, além de representantes do setor produtivo.

Integração com Polo Industrial e foco no interior

Entre os principais eixos do plano está a integração com o Polo Industrial de Manaus (PIM). A medida prevê incentivos para empresas que utilizem insumos da biodiversidade em seus processos produtivos, com o objetivo de posicionar o estado como referência em bioindústria.

Outro destaque é o investimento em infraestrutura e logística no interior, com apoio à implantação de mini usinas para beneficiamento de produtos regionais. A iniciativa permitirá que produtores comercializem itens já processados, como polpas e óleos, aumentando a renda na origem e reduzindo a atuação de intermediários.

O plano também contempla a transição energética em comunidades isoladas, com a substituição do diesel por fontes renováveis, como energia solar e biomassa. A medida deve reduzir custos logísticos, emissões de carbono e ampliar oportunidades no mercado de créditos ambientais.

Segurança jurídica e inovação fortalecem o setor

Na área de governança, o Plano de Bioeconomia propõe simplificar o acesso ao patrimônio genético para pesquisa e desenvolvimento, ampliando a segurança jurídica e reduzindo a burocracia. A expectativa é estimular parcerias entre empresas, universidades e comunidades tradicionais, garantindo repartição legal dos benefícios.

Entre os segmentos com maior potencial estão a produção de cosméticos, alimentos funcionais, nutracêuticos, bioingredientes e soluções biotecnológicas baseadas na biodiversidade amazônica.

Codam aprova R$ 444,9 milhões em investimentos

Durante a mesma reunião, o Codam aprovou 45 projetos industriais, que somam R$ 444,9 milhões em investimentos e preveem a geração de 976 empregos diretos. As propostas contemplam tanto a capital quanto municípios do interior, reforçando a estratégia de diversificação econômica.

Na capital, destacam-se projetos voltados à inovação industrial, como a produção de fogões por indução, ampliação da fabricação de medicamentos e soluções de armazenamento de energia. Já no interior, os investimentos incluem produção de polpas de frutas, construção de embarcações e atividades madeireiras e de beneficiamento.

Ao final do encontro, também foram apresentados produtos institucionais, como a versão impressa do Plano de Bioeconomia, o lançamento de uma revista científica, o portal do Programa de Dados Abertos Governamentais (ProgrIDA) e um e-book sobre transparência pública.

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