A Prefeitura de Manaus iniciou, nesta segunda-feira (1º), a campanha “Dezembro Vermelho”, voltada à prevenção, conscientização e combate ao HIV/Aids. A abertura ocorre no mercado municipal Adolpho Lisboa, no Centro, das 9h às 15h, com oferta de serviços de saúde e material informativo.
Em 2025, o município registrou 1.298 novos diagnósticos de HIV em adultos e 445 casos de Aids, além de 183 mortes relacionadas à doença. Os serviços de saúde também acompanharam 130 gestantes com HIV nos Serviços de Atenção Especializada (SAEs).
O tema deste ano é “I=I ou I=0 (Indetectável = Intransmissível)”, reforçando que pessoas em tratamento, com carga viral indetectável, não transmitem o vírus.
A campanha é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e organizações da sociedade civil. “O ‘Dezembro Vermelho’ é uma estratégia para incentivar medidas preventivas, como o uso de preservativo, além de combater o preconceito e reforçar os direitos das pessoas vivendo com HIV/Aids”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe.
Durante a mobilização, serão realizados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, com aconselhamento pré e pós-exame. Também haverá oferta de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), distribuição de preservativos, entrega de autotestes e atividades educativas.
Situação epidemiológica em Manaus
No ano anterior, Manaus registrou 1.756 novos casos de HIV, 546 diagnósticos de Aids e 244 mortes. Atualmente, a rede municipal acompanha 11.954 pessoas vivendo com HIV, distribuídas entre quatro SAEs e oito unidades de saúde.
Estratégias de prevenção
A rede municipal disponibiliza PrEP em 14 unidades e Profilaxia Pós-Exposição (PEP) em 11 pontos de atendimento, indicada para situações de risco imediato de infecção. Além disso, 193 unidades oferecem testes rápidos e preservativos à população.
A transmissão do HIV ocorre principalmente por relações sexuais sem proteção. Também pode ocorrer da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, além de práticas como uso de agulhas e seringas compartilhadas ou transfusão de sangue contaminado. Sem tratamento, a infecção pode evoluir para Aids, comprometendo gravemente o sistema imunológico.
*Com informações da Rede Amazônica
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