A Câmara Municipal de Manaus confirmou oficialmente a continuidade do certame que estava suspenso. O presidente da Casa, vereador David Reis, utilizou o pequeno expediente nesta terça-feira para informar que as etapas administrativas para a retomada do concurso da CMM já foram iniciadas. A medida atende a uma determinação unânime do Tribunal de Justiça do Amazonas, que reverteu a anulação anterior por meio de um mandado de segurança.
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Com a decisão favorável do Poder Judiciário, a estrutura organizacional do processo seletivo será reestabelecida imediatamente. Segundo a presidência, uma nova comissão será instituída nos próximos dias para coordenar os trâmites finais. O cronograma atual prevê que, já na próxima semana, ocorra uma reunião estratégica com os candidatos aprovados para alinhar as datas de homologação e as futuras nomeações.
Próximos passos para a homologação e nomeação
O vereador David Reis destacou que a prioridade atual é seguir o rito administrativo necessário para garantir a segurança jurídica dos aprovados. “Já comunicamos a banca e a comissão será novamente instituída”, afirmou o parlamentar. Ele reforçou que o compromisso assumido com os candidatos será mantido integralmente, ressaltando que a instituição legislativa deve prezar pela responsabilidade e pelo respeito aos cidadãos manauaras.
A gestão da Casa Legislativa pontuou que a condução do processo agora foca na estabilidade institucional. A expectativa é que o anúncio oficial do novo calendário de convocações traga alívio aos aprovados, que aguardavam uma definição após meses de incerteza jurídica.
Histórico e reviravoltas no certame municipal
A controvérsia sobre a validade das provas começou em março, quando a presidência da CMM anunciou a anulação total das seleções. Na ocasião, a decisão foi fundamentada em recomendações do Ministério Público do Amazonas. O órgão ministerial apontou supostas falhas técnicas, como a ausência de publicação da dispensa de licitação para a contratação do Instituto Acesso no Portal Nacional.
Naquela época, David Reis justificou o cancelamento afirmando que os parlamentares estavam convencidos das possíveis irregularidades apresentadas pelo MPAM. Entretanto, a medida gerou imediata reação dos candidatos, que se organizaram para contestar a decisão nos tribunais.
Mobilização dos aprovados e argumentos jurídicos
A Comissão dos Aprovados foi peça fundamental para a retomada do concurso da CMM ao ingressar com as medidas judiciais cabíveis. O grupo argumentou que a anulação era inconstitucional e desproporcional. Um dos principais pontos de defesa foi a independência dos editais. Os candidatos sustentaram que os editais de nível técnico e analista não possuíam conexão com as denúncias que recaíam especificamente sobre o cargo de procurador.
Além do aspecto legal, a comissão ressaltou o impacto social da suspensão. Entre os aprovados, encontram-se 53 pessoas com deficiência, incluindo candidatos com Transtorno do Espectro Autista. Para os representantes do grupo, a manutenção do resultado das provas não era apenas uma vitória individual, mas uma questão de interesse público e justiça social.
Debates no plenário sobre responsabilidade administrativa
O tema também foi alvo de intensos debates entre os vereadores durante as sessões plenárias. Parlamentares de oposição questionaram se a decisão de anular o certame deveria ter passado pelo crivo de todos os vereadores ou se cabia apenas à Mesa Diretora. Questionamentos sobre quem arcaria com os prejuízos financeiros dos candidatos que pagaram taxas de inscrição e investiram em estudos também foram levantados.
Agora, com o parecer do TJAM, a Câmara Municipal busca encerrar o impasse. A retomada sinaliza o fim de um período de disputas judiciais, permitindo que a administração pública foque na integração dos novos servidores que irão compor o quadro funcional da Casa Adriano Jorge.
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