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Ipaam aplica multas de 465 mil reais e embarga área de desmatamento em Apuí

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O desmatamento em áreas de floresta nativa no sul do Amazonas motivou uma série de sanções aplicadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) nesta terça-feira (3). Durante a primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6, o órgão ambiental consolidou multas que somam 465 mil reais e determinou o embargo de 48,81 hectares no município de Apuí. A extensão degradada equivale a aproximadamente 49 campos de futebol, dimensão que evidencia o impacto ambiental das irregularidades identificadas na região.

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As equipes de fiscalização concentraram as atividades na última segunda-feira (2) ao longo do ramal do Coruja. Durante o percurso de 45 quilômetros, os agentes confirmaram a supressão irregular de 48 hectares de floresta nativa. Além da derrubada da vegetação, foi registrado o descumprimento de um embargo anterior, com a continuidade de atividades agropecuárias e criação de gado no local, fatores que impedem a regeneração natural do ecossistema amazônico.

Fiscalização ambiental e integração entre poderes

A ofensiva contra os crimes ambientais em Apuí faz parte de uma estratégia coordenada pelo Governo do Amazonas. De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a operação reforça a presença do Estado em áreas críticas. Picanço ressalta que o instituto atua na esfera administrativa, com a aplicação de sanções financeiras e interdições, enquanto a Polícia Civil conduz as investigações criminais. Essa integração é fundamental para garantir uma resposta firme e imediata diante do avanço da degradação florestal.

Ao todo, foram lavrados dois autos de infração e um termo de embargo. Com a aplicação dessas medidas, qualquer atividade econômica na área afetada fica terminantemente proibida até que a regularização ambiental seja concluída. As punições estão fundamentadas na Lei Federal nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, e no Decreto Federal nº 6.514/2008. O responsável pelas irregularidades possui um prazo legal de 20 dias após a notificação para apresentar sua defesa ou efetuar o pagamento das multas.

Operação Tamoiotatá 6 e o combate ao desmatamento no Amazonas

A atual fase da Operação Tamoiotatá 6 conta com uma robusta estrutura logística e de pessoal. Além do Ipaam, participam da força-tarefa a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), as Polícias Militar e Civil, e o Corpo de Bombeiros. O suporte técnico é reforçado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa, que auxilia no monitoramento via satélite e identificação de focos de degradação.

Para assegurar a continuidade das ações, foram instaladas bases operacionais fixas em pontos estratégicos do sul do estado, nas cidades de Humaitá, Apuí e Boca do Acre. Esses municípios foram escolhidos por estarem historicamente sob maior pressão de frentes de ocupação e exploração ilegal de recursos naturais.

Monitoramento contínuo até dezembro de 2026

O cronograma da operação prevê um total de 15 etapas, cada uma com duração média de 20 dias. O planejamento estende as atividades de campo até dezembro de 2026, cobrindo inclusive os períodos de estiagem, quando o risco de queimadas e a facilidade de acesso para desmatadores aumentam consideravelmente.

O projeto conta com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e recursos provenientes do Programa Floresta em Pé. Este programa é fruto de uma cooperação financeira internacional entre os governos do Brasil e da Alemanha, viabilizada pelo KfW Banco de Desenvolvimento. Para fortalecer a vigilância, o Ipaam mantém um canal aberto para denúncias da população via WhatsApp no número (92) 98557-9454, administrado pela Gerência de Fiscalização Ambiental.

Leia mais:
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