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Desmatamento na Amazônia atinge menor nível em sete anos no último semestre

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Os esforços para a preservação ambiental no Brasil apresentam resultados significativos conforme o levantamento mais recente do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o desmatamento na Amazônia registrou sua menor marca para um semestre nos últimos sete anos. Os dados, obtidos através do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), revelam que foram derrubados 1.195 km² de floresta, o que representa uma redução expressiva de 41% em comparação ao mesmo período anterior.

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Essa queda acentuada sinaliza um avanço importante em direção às metas climáticas estabelecidas pelo governo brasileiro. Quando comparado ao período entre agosto de 2020 e janeiro de 2021, um dos momentos mais alarmantes da série histórica recente, a retração na destruição chega a 74%. Para especialistas do instituto, o controle da perda de cobertura vegetal é o pilar central para que o país consiga atingir o desmatamento zero até o ano de 2030.

Resultados positivos no primeiro mês de 2026

O início do ano de 2026 manteve a tendência de queda observada nos meses anteriores. Somente em janeiro, a devastação detectada pelo monitoramento recuou 38%, caindo de 133 km² no ano passado para 83 km² no registro atual. Essa área poupada equivale a milhares de campos de futebol que permaneceram preservados.

De acordo com o boletim detalhado do Imazon, a maior parte da atividade ilegal ainda se concentra em propriedades privadas ou áreas sob diferentes estágios de posse. Essas categorias responderam por 82% do desmatamento identificado no mês. O restante da destruição foi distribuído entre assentamentos (11%), unidades de conservação (6%) e terras indígenas (1%).

Desafios regionais e a situação de Roraima

Apesar do cenário otimista na maior parte da Amazônia Legal, o estado de Roraima apresentou um comportamento atípico, sendo a única unidade da federação a registrar aumento na perda florestal. A área devastada em território roraimense saltou de 115 km² para 157 km², configurando uma alta de 36%.

Especialistas explicam que esse aumento está diretamente ligado ao regime climático específico da região norte do bioma. Enquanto grande parte da floresta enfrenta o período de chuvas no início do ano, Roraima passa por uma estação seca, o que facilita a entrada de maquinário e o avanço das derrubadas. O município de Caracaraí liderou as estatísticas negativas no estado, seguido por Rorainópolis e Amajari.

Pressão sobre áreas protegidas e queda na degradação

Mesmo com a redução generalizada, a pressão sobre territórios protegidos continua sendo um ponto de atenção para os órgãos de fiscalização. Os estados do Pará, Amazonas e Acre concentraram 64% de toda a devastação do semestre. No Pará, preocupa especialmente o avanço da destruição na região norte do estado, que abriga o maior bloco contínuo de áreas protegidas do planeta.

Por outro lado, o monitoramento trouxe uma notícia histórica quanto à degradação florestal, que se refere aos danos causados por fogo e exploração madeireira seletiva, sem a remoção total da copa das árvores. Nos últimos seis meses, a área degradada somou 2.262 km², uma queda drástica de 93% em relação ao intervalo anterior. Essa redução é explicada pela comparação com o ano de 2024, que foi marcado por secas extremas e incêndios recordes, elevando consideravelmente a base estatística daquele período.

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