A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio da Escola Superior de Tecnologia (EST), consolidou-se como peça estratégica na segurança digital do país ao ser confirmada como sede do hub regional do Exercício Guardião Cibernético 8.0 (EGC 8.0). O evento, agendado para setembro de 2026, é considerado o maior treinamento de defesa cibernética da América Latina e conta com a coordenação do Exército Brasileiro, sob a égide do Ministério da Defesa.
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Preparativos e Visita Técnica do ComDCiber
Nesta segunda-feira (02/03), a infraestrutura da EST/UEA em Manaus passou por uma rigorosa vistoria técnica conduzida por representantes do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber). A comitiva, liderada pelo General de Divisão Ivan de Sousa Corrêa Filho, realizou reuniões institucionais para alinhar a logística e o suporte técnico que abrigarão as atividades.
O EGC 8.0 utiliza simulações de ataques digitais em tempo real para testar a resiliência de setores fundamentais, como energia, finanças e telecomunicações. O treinamento integra as Forças Armadas, órgãos governamentais, o setor privado e a academia em um esforço conjunto para elevar a prontidão nacional contra ameaças cibernéticas.
Protagonismo da Amazônia na Defesa cibernética
Para o reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, a escolha da universidade reflete o reconhecimento da excelência técnica e da infraestrutura de ponta oferecida pela instituição. “É uma oportunidade de projetar a Amazônia como um polo de excelência em tecnologia e segurança digital”, afirmou o reitor, destacando o impacto estratégico para a soberania nacional.
O diretor da EST, Prof. Dr. Jucimar Silva Júnior, reforçou que a defesa cibernética é uma das prioridades da unidade para 2026. A universidade já é reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) como referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) na região Norte.
Integração entre Indústria e Academia
A edição de 2026 contará com a colaboração de entidades como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). A cooperação visa criar soluções aplicadas às demandas reais do mercado e do setor público.
Na edição anterior, o exercício mobilizou mais de 750 participantes de 20 países, com atividades em Brasília e Belém. Agora, o foco se volta para Manaus, reafirmando o compromisso da UEA com a formação de especialistas capazes de proteger sistemas complexos em um cenário global cada vez mais digitalizado.
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