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Estudo de Harvard revela dieta que ajuda a proteger a saúde do coração

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Pesquisa indica que qualidade dos alimentos é mais importante do que apenas cortar gordura ou carboidrato

Um estudo conduzido por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, aponta que seguir uma dieta saudável para o coração depende mais da qualidade dos alimentos consumidos do que apenas da redução de carboidratos ou gorduras.

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A pesquisa analisou dados de cerca de 200 mil pessoas acompanhadas ao longo de várias décadas e concluiu que dietas populares, como as de baixo carboidrato (low carb) ou baixo teor de gordura (low fat), só trazem benefícios cardiovasculares quando são baseadas em alimentos de boa qualidade nutricional.

Os resultados foram publicados em fevereiro no Journal of the American College of Cardiology.

Dieta saudável para o coração depende da qualidade dos alimentos

Segundo os pesquisadores, focar apenas na quantidade de carboidratos ou gorduras ingeridas pode levar a interpretações equivocadas sobre alimentação saudável.

De acordo com o líder do estudo, o pesquisador Zhiyuan Wu, do departamento de nutrição de Harvard, reduzir um macronutriente específico não garante, por si só, benefícios à saúde cardiovascular.

Para entender melhor esse impacto, os cientistas classificaram as dietas em versões “saudáveis” e “não saudáveis” dentro dos padrões low carb e low fat.

As versões consideradas mais benéficas eram compostas principalmente por:

  • grãos integrais

  • frutas e vegetais

  • leguminosas

  • nozes e sementes

  • gorduras insaturadas, como o azeite de oliva

Por outro lado, os padrões alimentares classificados como menos saudáveis incluíam maior consumo de:

  • carboidratos refinados

  • alimentos ultraprocessados

  • carnes e gorduras de origem animal em excesso.

Redução do risco de doenças cardiovasculares

Os resultados da análise mostraram que pessoas que seguiam versões saudáveis dessas dietas apresentaram cerca de 15% menos risco de desenvolver doença cardíaca coronariana, condição causada pelo acúmulo de gordura nas artérias do coração.

Em contraste, participantes que apenas reduziram carboidratos ou gorduras, mas continuaram consumindo alimentos refinados e ultraprocessados, não obtiveram o mesmo benefício — e, em alguns casos, apresentaram risco maior de problemas cardíacos.

Mudanças importantes em marcadores de saúde

O estudo também analisou indicadores sanguíneos relacionados à saúde cardiovascular.

Entre as pessoas que adotaram dietas de melhor qualidade nutricional, os pesquisadores observaram:

  • aumento do HDL, conhecido como colesterol “bom”;

  • redução dos níveis de triglicerídeos.

Esses fatores estão diretamente ligados à diminuição do risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.

Para os autores, a principal conclusão é que priorizar alimentos naturais e ricos em nutrientes deve ser o foco das estratégias de prevenção de doenças cardíacas, em vez de apenas restringir determinados nutrientes.

Leia mais:
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