O ex-deputado estadual Paulo Frateschi, uma figura histórica e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), morreu na manhã desta quinta-feira (6), em São Paulo. A tragédia ocorreu em sua residência no bairro da Lapa, zona oeste da capital paulista. Frateschi foi vítima de uma agressão fatal e o principal suspeito, segundo as autoridades policiais, é o seu próprio filho, Francisco Frateschi.
De acordo com o comunicado oficial da polícia, Paulo Frateschi foi socorrido e levado ao Hospital das Clínicas (HC) após a agressão. Contudo, ele não resistiu a um grave ferimento causado por faca.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o local do crime foi imediatamente isolado e preservado para a realização da perícia técnica, essencial para a coleta de provas e o entendimento da dinâmica dos fatos.
O caso foi registrado formalmente no 91º Distrito Policial (DP), que deu início às diligências. As investigações estão em andamento para esclarecer as circunstâncias exatas e a motivação por trás do crime.
Quem foi Paulo Frateschi? Um legado de militância
A morte de Paulo Frateschi encerra uma trajetória de intensa militância política que antecede a própria fundação do PT. Sua atuação política começou ainda na juventude, destacando-se como estudante, quando se opôs ativamente e combateu a ditadura militar (1964-1985).
Sua resistência ao regime de exceção teve consequências severas: em 1969, Paulo Frateschi foi preso e, segundo relatos históricos, torturado pelos agentes da repressão.
Após esse período, Frateschi foi uma das peças centrais na articulação e fundação do Partido dos Trabalhadores, no início dos anos 1980. Ele manteve sua filiação desde os primeiros anos da legenda, consolidando-se como um “membro histórico” e uma voz influente no partido em São Paulo.
Sua carreira na administração pública incluiu um mandato como deputado estadual, onde defendeu pautas ligadas aos direitos humanos e aos trabalhadores. Além do legislativo, Paulo Frateschi exerceu cargos executivos importantes, notadamente como secretário municipal de Relações Governamentais em duas gestões petistas na capital paulista: primeiro sob o comando de Marta Suplicy e, posteriormente, na administração de Fernando Haddad.
Haddad e Edinho Silva lamentam morte de Paulo Frateschi
A notícia da morte trágica de Paulo Frateschi gerou comoção imediata entre os dirigentes do PT e aliados políticos.
Edinho Silva, atual presidente nacional do partido, usou as redes sociais para lamentar o que chamou de perda de um “companheiro e dedicado militante do nosso partido”. Silva destacou as qualidades do colega: “Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo”.
O presidente do partido enfatizou o impacto duradouro do político. “Paulo Frateschi deixa um legado, marcado pela luta pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar”. Edinho Silva concluiu prestando condolências. “A ausência do nosso querido Frateschi deixa uma lacuna irreparável entre amigos, familiares, companheiras e companheiros de luta. Manifestamos à família, aos amigos e a todos que com ele caminharam, a nossa mais sincera solidariedade. Paulo Frateschi presente, hoje e sempre”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que teve Frateschi como secretário em sua gestão na prefeitura de São Paulo, também manifestou seu profundo pesar. Haddad referiu-se a Paulo Frateschi como “ex-presidente estadual do PT em São Paulo e dirigente histórico do partido”.
O ministro elogiou a determinação do antigo aliado, afirmando que ele “foi defensor incansável da democracia, com coragem e determinação”. Haddad relembrou a trajetória do ex-deputado, mencionando sua filiação “desde os primeiros anos da legenda”, seu mandato estadual e sua atuação em “movimentos sociais em defesa dos trabalhadores e das liberdades públicas”.
“Foi ainda secretário municipal de Relações Governamentais na minha gestão na Prefeitura de SP, onde contribuiu com dedicação e excelência. Manifesto profunda solidariedade à companheira Yolanda [esposa de Frateschi], aos familiares e aos amigos”, completou o ministro.
*Com informações da Agência Brasil
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