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Serviço em Manaus fornece terapia e orientação jurídica para mulheres vítimas de violência

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O Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher (Cream) atura no fortalecimento e resgate da cidadania das mulheres vítimas de violência. O serviço atende cerca de 140 mulheres vítimas de violência, semanalmente.

As mulheres contam com atendimento psicossocial, orientação familiar, encaminhamento jurídico e projetos especializados, visando sua autonomia. No espaço, elas podem fazer cursos de capacitação em diversas áreas e, assim se preparar para o mercado de trabalho.

O Cream está situado na avenida Presidente Kennedy, 399, no bairro Educandos. A unidade recebe as mulheres vítimas de violência com uma primeira assistência psicossocial na sede e, após triagem, as assistidas participam de sessões semanais com acompanhamento psicológico de forma individual ou em grupo, tanto para a vítima quanto para a família.

O Centro de Referência conta com uma equipe técnica qualificada composta por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e profissionais de apoio administrativo capacitados para a recepção e acolhimento das vítimas.

Também conta com um núcleo da Defensoria Pública (DPE-AM) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM), que prestam assistência jurídica às mulheres, intermediando ações judiciais ou orientando sobre seus direitos. O Cream funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h.

“Agora tenho coragem”

Foi no Cream que Alcivania encontrou um ofício e hoje tem no crochê uma fonte de renda. Ela faz roupas, acessórios e personagens e divulga seu trabalho nas redes sociais.

“Eu tenho muito a agradecer às pessoas de lá, que conversavam comigo, me incentivaram a investir, abrir um Instagram e fazer um perfil do meu trabalho. Foram elas que me fizeram ter coragem de mostrar meu rosto na internet e fazer acontecer”, diz a crocheteira, que conta com cerca de 200 seguidores no Instagram.

Alcivania diz que o Cream a ajudou a enfrentar as violências que sofreu, por meio do auxílio psicossocial, e que isso a ajudou tanto emocionalmente quanto socialmente.

“Eu comecei a ter o que não tinha antes: coragem. Ganhei coragem de falar mais, de me expressar e me sentir mais livre. Hoje eu me sinto mais feliz, me sinto mais viva, antes eu me sentia retraída e com medo, hoje não. Hoje eu tenho vontade de acordar, tenho coragem para fazer as coisas, sair de casa”, disse ela.

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