Fiscalização ambiental embarga mais de 2,3 mil hectares e autua dezenas de infratores na primeira etapa da operação
A Operação Tamoiotatá 6 encerrou sua primeira etapa neste sábado (14) com a aplicação de mais de R$ 28,2 milhões em multas ambientais no sul do Amazonas. A ação foi conduzida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e ocorreu nos municípios de Humaitá, Apuí, Novo Aripuanã e Canutama, considerados áreas estratégicas no combate ao desmatamento ilegal.
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Realizada entre 23 de fevereiro e 14 de março, a etapa resultou em 63 autos de infração e 24 termos de embargo e interdição. Ao todo, mais de 2,3 mil hectares foram embargados por irregularidades ambientais — área equivalente a cerca de 3,2 mil campos de futebol.
Entre as infrações identificadas estão desmatamento ilegal, descumprimento de embargos, impedimento à regeneração natural da vegetação e realização de atividades agropecuárias sem licença ambiental.
Operação Tamoiotatá 6 intensifica combate ao desmatamento
O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, destacou que a integração entre órgãos estaduais e federais fortalece a fiscalização ambiental no interior do Amazonas.
Segundo ele, o trabalho conjunto amplia a presença do poder público em áreas com histórico de pressão sobre a floresta e permite identificar infratores e aplicar as sanções previstas na legislação ambiental.
Fiscalizações em Apuí e Novo Aripuanã
Nos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, as equipes fiscalizaram 21 polígonos com alertas de desmatamento.
A operação nessas áreas resultou em:
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R$ 15.115.500 em multas ambientais
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1.562 hectares de áreas embargadas
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16 autos de infração
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11 termos de embargo e interdição
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duas notificações
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um termo de apreensão
Durante as ações também foram apreendidos rolos de arame utilizados em atividades irregulares e combustível.
Base de fiscalização em Humaitá
Na base operacional de Humaitá, as equipes registraram 47 autos de infração e 13 embargos, principalmente em áreas localizadas em Humaitá e Canutama.
As multas aplicadas nessa região somaram R$ 13.154.100, enquanto cerca de 776 hectares foram embargados por irregularidades ambientais.
As equipes utilizaram tecnologias de sensoriamento remoto e inteligência geoespacial para identificar áreas com indícios de desmatamento e outras infrações ambientais. Ao todo, 23 agentes participaram diretamente das atividades de fiscalização, segurança e suporte técnico.
Força-tarefa reúne órgãos estaduais e federais
A Operação Tamoiotatá 6 é uma ação integrada do Governo do Amazonas e contou com a participação de diversos órgãos, entre eles:
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Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM)
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Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental
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Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)
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Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM)
A operação também contou com apoio federal do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), ligado ao Ministério da Defesa.
Operação seguirá até dezembro de 2026
Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 deve seguir até dezembro de 2026, período considerado crítico por causa da estiagem e do aumento do risco de desmatamento e queimadas no Amazonas.
As ações incluem fiscalização terrestre, vistorias em áreas com alertas de desmatamento, aplicação de multas e embargos, além de medidas administrativas previstas na legislação ambiental.
A iniciativa conta ainda com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema) e recursos do Programa Floresta em Pé, fruto de cooperação financeira entre os governos da Alemanha e do Brasil, por meio do KfW Banco de Desenvolvimento.
Canal para denúncias ambientais
O Ipaam mantém um canal direto para denúncias de infrações ambientais via WhatsApp: (92) 98557-9454. O atendimento é realizado pela Gerência de Fiscalização Ambiental e permite que a população envie informações que auxiliem no direcionamento das ações de fiscalização em todo o estado.
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