Advogados alegam agravamento no estado de saúde e necessidade de cuidados contínuos após recente transferência hospitalar do ex-presidente.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou, nesta terça-feira (17), um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A petição fundamenta-se na fragilidade clínica do ex-mandatário, que recentemente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em observação em uma unidade de cuidados intermediários.
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Os advogados sustentam que o ambiente prisional na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, não oferece as condições necessárias para o tratamento adequado das patologias de Bolsonaro. De acordo com a defesa, o quadro é “muito delicado”, exigindo acompanhamento médico constante e intervenções que seriam melhor executadas em regime domiciliar.
Histórico médico e decisões judiciais
Este não é o primeiro movimento da defesa nesse sentido. Anteriormente, pedidos similares foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, que argumentou haver estrutura médica suficiente na Polícia Federal para atender às necessidades do ex-presidente. No entanto, os defensores agora apresentam novos laudos que indicam episódios de desorientação e complicações decorrentes de cirurgias recentes para bloqueio do nervo frênico, visando conter crises de soluços persistentes.
Pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro segue em análise no STF
O pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ocorre em um contexto de intensificação das investigações. A decisão do STF poderá levar em conta fatores como a gravidade dos fatos apurados, o estágio do processo e as condições pessoais do investigado.
Especialistas apontam que a concessão de prisão domiciliar depende de critérios específicos, como idade, estado de saúde e ausência de risco à ordem pública ou à instrução processual.
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