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Câmara recomenda suspensão de deputados após motim no plenário

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A corregedoria da Câmara dos Deputados recomendou, nesta sexta-feira (19), a suspensão dos mandatos de três parlamentares da oposição e a aplicação de censura escrita a outros 14 que participaram do motim no plenário da Casa, no início de agosto.

O relatório final foi encaminhado pelo corregedor, deputado Diego Coronel (PSD-BA), ao Conselho de Ética e à Mesa Diretora da Câmara.

Quem são os deputados suspensos

Diego Coronel sugeriu a suspensão do mandato de:

  • Marcos Pollon (PL-MS) – 90 dias (com acréscimo de outro pedido de 30 dias, podendo chegar a 120 dias);
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS) – 30 dias;
  • Zé Trovão (PL-SC) – 30 dias.

Os parlamentares foram acusados de obstruir a cadeira da Presidência da Câmara. No caso de Pollon, também pesa a acusação de declarações consideradas difamatórias contra a presidência da Casa.

Censura escrita para outros 14 deputados

Além das suspensões, o corregedor recomendou a aplicação de censura escrita aos deputados:

  • Allan Garcês (PP-MA)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Carlos Jordy (PL-RJ)
  • Caroline de Toni (PL-SC)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Julia Zanatta (PL-SC)
  • Nikolas Ferreira (PL-MG)
  • Paulo Bilynskyj (PL-SP)
  • Marco Feliciano (PL-SP)
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
  • Zucco (PL-RS)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)
  • Zé Trovão (PL-SC).

O que acontece agora

Segundo Diego Coronel, a corregedoria atuou com imparcialidade e celeridade:

“Atuamos de forma institucional, analisando cada conduta individualmente e entregando o relatório em 22 dias úteis, metade do prazo regimental. Agora, cabe à Mesa Diretora e ao Conselho de Ética avaliar as recomendações”, afirmou.

Pelas regras internas da Câmara:

  • Suspensões de mandato serão analisadas pelo Conselho de Ética e depois pelo plenário.
  • Censuras escritas serão avaliadas pela Mesa Diretora da Casa.

Entenda o motim no plenário

O episódio ocorreu em 5 de agosto, quando deputados e senadores da oposição ocuparam as mesas diretoras dos plenários da Câmara e do Senado. O ato foi um protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes (STF), que havia decretado a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi impedido de assumir a cadeira da Mesa Diretora por parlamentares como Marcel Van Hattem e Marcos Pollon.

Os oposicionistas exigiam a votação de:

  • Proposta de anistia geral aos condenados pelo 8 de Janeiro;
  • Impeachment de Alexandre de Moraes.

Parlamentares da base governista repudiaram o ato, chamando a manifestação de “chantagem”.

No dia seguinte (6/8), Hugo Motta conseguiu abrir a sessão plenária após quase dois dias de obstrução.

*Com informações da Agência Brasil

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