Uma força-tarefa liderada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desferiu um duro golpe contra crimes ambientais no Amazonas no último sábado (21). As ações resultaram na destruição de seis dragas utilizadas para o garimpo ilegal no Rio Madeira e na apreensão de carregamentos de madeira irregular em Terras Indígenas no sul do estado.
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As intervenções, que contaram com o suporte estratégico da Marinha do Brasil e o uso de aeronaves para monitoramento, visam frear a contaminação dos rios e a degradação da biodiversidade amazônica. De acordo com o Ibama, os equipamentos de mineração encontrados estavam abandonados e foram inutilizados conforme os protocolos da legislação ambiental vigente.
Fiscalização contra o garimpo ilegal e crimes ambientais
Embora o município exato da operação no Rio Madeira não tenha sido divulgado até o momento, o impacto da ação é significativo para o controle da bacia hidrográfica. Paralelamente, a Operação Xapiri Tenharim Marmelos mobilizou agentes do Ibama e da Funai para combater a extração de madeira em territórios protegidos.
Durante as incursões nas Terras Indígenas Diahui e Tenharim Marmelos, as equipes localizaram e destruíram dois caminhões carregados com toras de madeira. Um terceiro veículo foi abordado; no entanto, para evitar confrontos diretos e garantir a segurança dos agentes diante da resistência de lideranças locais, a destruição imediata foi suspensa, priorizando-se o levantamento de dados para a posterior autuação dos responsáveis.
Responsabilização e segurança jurídica
Todos os envolvidos identificados nas operações deverão responder conforme a Lei de Crimes Ambientais. A integração entre as forças ambientais e as Forças Armadas permanece como o pilar central para garantir a segurança das equipes de campo em áreas de difícil acesso e alta periculosidade no interior do Amazonas.
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