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Zelensky e Trump debatem plano de paz em nova reunião decisiva nos EUA

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O novo plano de paz de 20 pontos, articulado entre Washington e Kiev, será o centro das atenções no encontro deste domingo, enquanto conflitos e ataques de drones persistem no front.

O novo plano de paz destinado a encerrar o conflito no Leste Europeu ganhou um capítulo decisivo nesta sexta-feira (26). O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que voltará a se reunir com o presidente americano, Donald Trump, já neste domingo (28). O anúncio ocorre em um momento de intensa movimentação diplomática, onde negociadores de ambos os países avançaram significativamente nas tratativas para finalizar a guerra, que completará quatro anos em fevereiro.

Segundo informações divulgadas pela imprensa americana, a reunião de alto nível reflete a urgência de Kiev e Washington em consolidar os termos do acordo. Em declaração nas redes sociais, Zelensky demonstrou otimismo e pressa. Ele afirmou que concordaram com uma reunião em um futuro muito próximo e ressaltou que “muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”. Para o líder ucraniano, a nação não pode se dar ao luxo de desperdiçar um único dia na busca pela estabilidade.

Esta nova rodada de conversas presenciais acontece logo após o estabelecimento de um plano de paz atualizado, composto por 20 pontos estratégicos. Na última quinta-feira, Zelensky já havia dialogado com figuras centrais do entorno de Trump, incluindo o enviado especial do governo, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do presidente americano, pavimentando o caminho para o encontro deste fim de semana.

Detalhes do plano de paz de 20 pontos e a questão da OTAN

A versão mais recente do plano de paz, revelada pelo presidente ucraniano na quarta-feira (24), apresenta mudanças substanciais em relação aos rascunhos originais elaborados por Washington. O documento atual busca um equilíbrio pragmático para cessar as hostilidades, deixando de lado, momentaneamente, algumas das imposições mais rígidas que travavam o diálogo com Moscou.

O ponto central da proposta envolve o congelamento imediato da frente de batalha. No entanto, o texto mantém em aberto a complexa questão das concessões territoriais à Rússia, um tema que permanece sem resolução definitiva. Uma alteração significativa neste novo plano de paz é a eliminação da exigência do Kremlin para que a Ucrânia renuncie oficialmente à sua aspiração de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Embora o governo russo ainda não tenha reagido formalmente a todas as cláusulas, analistas apontam que é improvável que Moscou abandone suas reivindicações sobre a retirada total das tropas ucranianas da região do Donbass. As ambições de Kiev de aderir à Aliança Atlântica também continuam sendo um ponto de fricção que poderá travar etapas futuras das negociações.

Do lado russo, as reações têm sido cautelosas. Dmitri Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou na quarta-feira que Moscou ainda estava “formulando sua posição” sobre o documento. Já Maria Zakharova, do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, descreveu os avanços rumo ao fim da guerra como “lentos, mas constantes”.

A posição de Putin sobre territórios e o impasse no Donbass

Enquanto o plano de paz é debatido nos Estados Unidos, informações de bastidores vindas da Rússia indicam os limites da flexibilidade de Vladimir Putin. Segundo reportagem do jornal russo “Kommersant” publicada nesta sexta-feira, o presidente russo teria sinalizado a grandes empresários do país que estaria disposto a considerar uma troca parcial de territórios controlados por suas forças.

Contudo, a inflexibilidade permanece sobre a região industrial do leste ucraniano. Putin teria sido enfático ao declarar que “o Donbass é nosso”. A reportagem destaca que, excetuando essa região específica, outras permutas territoriais não estariam descartadas. O jornal ainda menciona que o líder russo continua disposto a honrar concessões que teria feito anteriormente em agosto, durante um encontro com Donald Trump em Anchorage, no Alasca.

Guerra continua: ataques a navios e infraestrutura

Apesar dos esforços diplomáticos e da elaboração do plano de paz, a realidade no terreno continua violenta e volátil. As negociações em curso não resultaram em uma pausa nos combates. Na manhã desta sexta-feira, o vice-primeiro-ministro ucraniano, Oleksiy Kuleba, relatou novos ataques de drones russos contra infraestruturas críticas e logísticas.

Três navios que navegavam sob bandeiras da Eslováquia, de Palau e da âmbia foram atingidos nas regiões de Odessa e Mykolaiv, no sul da Ucrânia. Embora os bombardeios não tenham deixado vítimas fatais, provocaram cortes no fornecimento de energia elétrica e danos a armazéns civis na região portuária de Odessa.

Além disso, a infraestrutura ferroviária foi alvo de ofensivas. Kuleba informou que drones atacaram a estação de Kovel, no noroeste do país, localizada a apenas 60 quilômetros da fronteira com a Polônia. O ataque danificou uma locomotiva e um vagão de carga, evidenciando que, enquanto diplomatas discutem os termos do plano de paz, o conflito segue afetando o comércio e a segurança regional.

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