A Alemanha decidiu suspender o embargo parcial à exportação de armamentos para Israel, medida que havia sido adotada há três meses em meio ao conflito na Faixa de Gaza. O anúncio foi feito nesta seman e entra em vigor no dia 24 de novembro.
O governo alemão, segundo maior fornecedor de armas a Israel, havia restringido em agosto o envio de equipamentos que pudessem ser utilizados em Gaza. Permaneceram liberados apenas itens relacionados à segurança externa israelense, como componentes da marinha. No entanto, em setembro, a liberação de novas licenças militares chegou a zero.
A reversão do embargo está condicionado ao cumprimento do atual cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas.
“A trégua é a base para esta decisão, e esperamos que todos cumpram os acordos que foram feitos – isso inclui manter o cessar-fogo”, afirmou um porta-voz do governo alemão. Ele também destacou que “isso também significa que a ajuda humanitária seja fornecida em grande escala e que o processo continue de forma ordenada, conforme acordado”.
O governo alemão reiterou ainda o apoio a uma solução de dois Estados e à reconstrução de Gaza, ressaltando que Berlim segue comprometida com uma paz duradoura na região. A posição pró-Israel da Alemanha tem relação direta com a responsabilidade histórica pelo Holocausto, um princípio político frequentemente mencionado como “razão de Estado”.
Pressão interna e mudança de postura
A suspensão das exportações havia provocado críticas ao chanceler federal Friedrich Merz dentro de seu próprio partido, já que Berlim vinha ampliando o envio de armas após os ataques de 7 de outubro de 2023, como gesto de solidariedade a Israel. A mudança ocorreu após o governo de Benjamin Netanyahu anunciar a intenção de expandir operações em Gaza.
Dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI) indicam que a Alemanha foi responsável por 30% das importações de armas de Israel entre 2019 e 2023, com destaque para equipamentos navais, como as fragatas da classe Sa’ar 6, utilizadas em Gaza.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, comemorou a decisão no X (antigo Twitter). “Conclamo outros governos a adotarem decisões semelhantes, seguindo a Alemanha”, escreveu. O chanceler alemão Johann Wadephul também defendeu a retomada, classificando a medida como “responsável e correta”, ressaltando a necessidade de que o cessar-fogo seja sustentável.
*Com informações do DW
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