Jacarta, capital da Indonésia, alcançou o posto de maior metrópole do planeta ao atingir quase 42 milhões de habitantes, segundo relatório recente da ONU. O documento coloca Daca, em Bangladesh, na segunda posição, com cerca de 40 milhões de moradores, seguida por Tóquio, no Japão, que soma 33 milhões de habitantes.
Tóquio mantinha o título desde o ano 2000, porém o ritmo de expansão demográfica menos acelerado nas últimas décadas resultou na perda da liderança.
O estudo, divulgado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, aponta ainda que o número de megacidades – áreas urbanas com população mínima de 10 milhões, aumentou de oito para 33 desde 1975. A Ásia concentra a maior parte delas: 19 estão nesse continente. Entre as dez metrópoles mais habitadas do mundo, apenas o Cairo, no Egito, está fora da região.
Os pesquisadores projetam o surgimento de mais quatro megacidades até 2050: Adis Abeba (Etiópia), Dar es Salaam (Tanzânia), Kuala Lumpur (Malásia) e Hajipur (Índia). Apesar do crescimento, algumas áreas urbanas registram redução populacional, como Cidade do México e Chengdu, na China.
Segundo o relatório, 45% dos 8,2 bilhões de habitantes do planeta vivem em centros urbanos. Em 1950, esse índice era de 20%. A expectativa é que dois terços do crescimento populacional futuro se concentrem nas cidades. Para fins estatísticos, o estudo considera cidade qualquer localidade com pelo menos 50 mil habitantes.
A expansão urbana também transformou o mapa global: o número de cidades mais que dobrou entre 1975 e 2025, estimando-se aproximadamente 12 mil centros urbanos. Até 2050, a projeção ultrapassa 15 mil. Embora as megacidades recebam mais atenção, áreas de pequeno e médio porte crescem ainda mais rápido e já concentram mais moradores. Hoje, 96% das cidades têm menos de um milhão de habitantes.
Em 71 países, os centros urbanos pequenos, aqueles com pelo menos 5 mil habitantes e densidade mínima de 300 pessoas por quilômetro quadrado continuam predominantes, como ocorre na Alemanha, Índia e Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o número de nações com população majoritariamente rural caiu de 116 para 62 desde 1975, com expectativa de redução para 44 até 2050. Entre os países que ainda mantêm perfil rural estão Áustria, Finlândia, Romênia, Moçambique e República Centro-Africana.
A urbanização é definida como a “força motriz do nosso tempo”, afirmou o subsecretário-geral da ONU, Li Junhua. Ele destacou que, se conduzida de maneira inclusiva e estratégica, pode gerar oportunidades para enfrentar mudanças climáticas, promover justiça social e impulsionar o crescimento econômico.
*Com informações do DW
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