O Governo Federal deu um passo significativo para a modernização da saúde pública no Brasil. Nesta quarta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram a Rede Nacional de Hospitais Inteligentes do SUS. O programa visa integrar tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial (IA), conexão 5G e big data, ao Sistema Único de Saúde (SUS) para agilizar atendimentos de urgência e otimizar diagnósticos.
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A cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, contou com a presença de delegações da China e da Índia, parceiras tecnológicas do projeto, além da presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Dilma Rousseff.
Segundo o governo federal, a iniciativa busca reduzir filas, acelerar diagnósticos e ampliar a oferta de serviços de alta complexidade, com foco especial na população mais vulnerável. Durante o evento, Lula afirmou que a proposta tem como objetivo evitar que parcelas da população fiquem à margem das políticas públicas de saúde.
Rede de hospitais inteligentes do SUS inclui primeiro hospital público digital
Durante a cerimônia, foi assinado um contrato de US$ 320 milhões (aproximadamente R$ 1,7 bilhão) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do BRICS. Os recursos serão destinados à construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que funcionará junto ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).
O ITMI será o primeiro hospital inteligente público do SUS, com foco em urgência e emergência, e servirá como modelo nacional de assistência totalmente digital, tanto para o Brasil quanto para outros países integrantes do BRICS.
O investimento total no instituto será de R$ 1,9 bilhão, somando recursos do financiamento internacional, R$ 110 milhões do Governo Federal e R$ 55 milhões do Governo do Estado de São Paulo.
Estrutura do ITMI prevê 800 leitos e alta capacidade de atendimento
Com previsão de inauguração em 2029, o ITMI contará com 800 leitos, distribuídos entre 250 de emergência, 350 de unidades de terapia intensiva (UTIs) e 200 de enfermaria geral. A expectativa é atender cerca de 190 mil pacientes internados por ano.
A unidade também terá 25 salas cirúrgicas, com capacidade para a realização de 27 mil cirurgias anuais, além de atuação especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia.
O financiamento foi viabilizado em prazo considerado recorde pelo governo, após aprovação da Comissão de Financiamentos Externos (COFIEX), reduzindo significativamente o tempo médio desse tipo de processo.
Tecnologia e inteligência artificial no atendimento do SUS
De acordo com o Ministério da Saúde, os hospitais inteligentes do SUS utilizarão tecnologias de ponta, como inteligência artificial, integração de equipamentos, conectividade de alta velocidade e telemedicina.
Entre as soluções previstas estão:
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Agendamento automatizado por IA, para otimizar consultas e uso de recursos;
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Triagem inteligente de pacientes, agilizando atendimentos de emergência;
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Ambulâncias equipadas com tecnologia 5G, permitindo monitoramento em tempo real;
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Cirurgia robótica e medicina de precisão;
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Análise de dados hospitalares por IA, para apoiar decisões clínicas e gestão.
Rede de UTIs inteligentes será implantada em 13 estados
Outro eixo do projeto é a implantação de 14 UTIs inteligentes, com foco em cardiologia e neurologia, distribuídas em 13 estados e no Distrito Federal, abrangendo todas as regiões do país.
As unidades funcionarão de forma integrada e estarão localizadas em:
Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).
Os primeiros serviços devem entrar em operação ainda no primeiro semestre de 2026, com monitoramento contínuo, apoio à tomada de decisão clínica e troca de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões.
Modernização de hospitais e novos serviços especializados
O terceiro eixo da Rede Nacional Agora Tem Especialistas prevê a modernização de hospitais de excelência do SUS e a criação de novos serviços especializados. Entre as unidades contempladas estão:
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O novo hospital da Unifesp, em São Paulo;
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Seis hospitais federais;
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O Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro;
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O novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense (RJ);
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Um novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
Segundo o governo, a iniciativa deve reduzir em mais de cinco vezes o tempo de espera por atendimento especializado em casos de urgência e emergência.
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