Taxa registrada no trimestre encerrado em julho é a menor para o período desde o início da série histórica, em 2012; país tinha 103,3 milhões de pessoas ocupadas.
O mercado de trabalho brasileiro alcançou um novo recorde no trimestre encerrado em julho de 2026. O desemprego no Brasil recuou para 5,3%, enquanto o número de pessoas ocupadas chegou a 103,3 milhões, o maior contingente já registrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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A taxa de desocupação ficou 0,5 ponto percentual abaixo dos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril. Na comparação com maio a julho de 2025, quando o índice era de 5,6%, houve redução de 0,3 ponto percentual. O resultado de julho também representa a menor taxa para um trimestre encerrado nesse mês desde o início da série histórica, em 2012.
O recuo ocorreu ao mesmo tempo em que a população ocupada aumentou. Foram 1 milhão de trabalhadores a mais em relação ao trimestre anterior e crescimento de 0,9% na comparação anual. O nível de ocupação chegou a 58,9%, ante 58,4% no trimestre anterior.

Desemprego no Brasil atinge 5,8 milhões de pessoas
Mesmo com a queda do indicador, 5,8 milhões de brasileiros ainda estavam desempregados no trimestre encerrado em julho. O contingente diminuiu 8% em relação ao período encerrado em abril, quando havia 6,3 milhões de pessoas procurando trabalho.
Na comparação com maio a julho do ano passado, foram 299 mil desempregados a menos, uma redução de 4,9%. A subutilização da força de trabalho também recuou. O indicador ficou em 13%, reunindo 14,9 milhões de pessoas, 819 mil a menos que no trimestre anterior e 1,2 milhão abaixo do registrado um ano antes.
A população desalentada somou 2,3 milhões de pessoas. O número caiu 9,7% em relação ao trimestre anterior, uma redução de 248 mil pessoas. Em um ano, a queda foi de 14,1%, equivalente a 380 mil pessoas.
Os desalentados são aqueles que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por acreditar que não encontrariam uma vaga, por falta de qualificação ou de oportunidades na região onde vivem, por exemplo.

Carteira assinada alcança novo recorde
O mercado formal também apresentou um dos maiores contingentes da série histórica. O número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo os trabalhadores domésticos, chegou a 39,4 milhões.
Já os empregados sem carteira assinada somaram 13,8 milhões, alta de 477 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Considerando os trabalhadores formais e informais do setor privado, o total chegou a 53,2 milhões, também recorde.
A informalidade representou 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O número de trabalhadores por conta própria ficou em 26,1 milhões, sem variação significativa nas comparações trimestral e anual. Entre os trabalhadores domésticos, foram 5,4 milhões, estabilidade frente ao trimestre anterior e queda de 236 mil pessoas em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os setores analisados, a construção foi o único que ampliou o número de trabalhadores na comparação com o trimestre anterior, com 371 mil pessoas a mais, alta de 5,1%.
Na comparação anual, os resultados foram:
- Construção: mais 308 mil trabalhadores (+4,2%).
- Transporte, armazenagem e correios: mais 321 mil trabalhadores (+5,4%).
- Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: mais 438 mil trabalhadores (+2,3%).
- Serviços domésticos: menos 229 mil trabalhadores (-4,0%).
Renda do trabalhador chega a R$ 3.762
O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.762. O valor permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas avançou 3,3% na comparação com o mesmo período de 2025.
A massa de rendimentos, que corresponde à soma da renda recebida pelos trabalhadores, alcançou R$ 383,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O resultado ficou estável na comparação trimestral e cresceu 4,1% em relação a 2025, alta de R$ 15,1 bilhões.
A população fora da força de trabalho totalizou 66,4 milhões de pessoas, estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve aumento de 1,1%, equivalente a 721 mil pessoas.
Nos setores econômicos, o rendimento médio permaneceu praticamente estável na maioria das atividades na comparação com o trimestre anterior. A exceção foi alojamento e alimentação, que registrou queda de 5,1%, correspondente a R$ 128.
Na comparação anual, os rendimentos cresceram na indústria, em outros serviços e nos serviços domésticos. Entre as posições ocupacionais, houve aumento da renda de empregados com carteira assinada, trabalhadores domésticos e trabalhadores por conta própria.
Principais números da PNAD Contínua
- Taxa de desocupação: 5,3%
- População desocupada: 5,8 milhões de pessoas
- População ocupada: 103,3 milhões
- População fora da força de trabalho: 66,4 milhões
- População desalentada: 2,3 milhões
- Empregados com carteira assinada: 39,4 milhões
- Empregados sem carteira assinada: 13,8 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 26,1 milhões
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