Uma publicação nas redes sociais provocou um forte desdobramento jurídico e político na disputa eleitoral do Amazonas. O candidato ao Senado Wilson Lima (União Brasil) anunciou que vai acionar as autoridades policiais, a Justiça Eleitoral e a direção do Partido Liberal (PL) depois que sua adversária no pleito para o Governo do Estado, Maria do Carmo (PL), compartilhou um texto atribuído a uma organização criminosa. A mensagem divulgada continha ameaças a apoiadores e tentava proibir atos de campanha de Wilson em determinadas comunidades.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
O jurídico de Wilson Lima prepara uma série de medidas formais em diferentes instâncias. Além de registrar um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil do Amazonas para oficializar o registro das intimidações, a equipe levará o caso à Polícia Federal. O objetivo é fazer com que os federais apurem a origem da mensagem da facção criminosa, apurem a ocorrência de violência política e identifiquem eventuais ilícitos associados à conduta da candidata.
Representação eleitoral e notificação partidária
No âmbito da Justiça Eleitoral, a defesa de Wilson apresentará uma representação ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). A petição pede a análise detalhada da postagem feita nesta quinta-feira, 27, sob a justificativa de apurar propaganda eleitoral irregular, grave ameaça e tentativa de interferência na liberdade do pleito. O Ministério Público Federal (MPF) também será acionado formalmente para acompanhar o caso.
Paralelamente às ações judiciais, as executivas estadual e nacional do PL serão notificadas de forma oficial sobre a atitude da correligionária. O documento enviado à legenda cobrará um posicionamento público e formal a respeito da divulgação do texto atribuído ao crime organizado.
Reação do candidato ao Senado sobre o compartilhamento
Ao comentar a conduta da rival, Wilson destacou que a atitude extrapola o debate político convencional. O postulante ao Senado ressaltou que a mensagem reproduzida no perfil de Maria do Carmo não trazia qualquer tipo de repúdio às ameaças impostas contra a população ou à tentativa de cerceamento da atividade política nas comunidades.
“O que eu vou falar aqui é muito grave. E é algo que vai muito além de uma campanha eleitoral. A candidata Maria do Carmo usou a rede social dela para divulgar uma suposta mensagem do crime organizado ameaçando quem fizer campanha para mim e tentando impedir manifestações políticas em determinadas áreas”, afirmou Wilson.
O candidato criticou o fato de a postagem ter tratado o episódio apenas como um indicativo de rejeição popular, destacando o papel institucional reservado ao chefe do Executivo estadual na condução da segurança pública.
“A senhora pode não gostar de mim. Pode não concordar comigo. Pode criticar minhas ideias, minhas propostas, minha gestão. Isso faz parte da democracia. Mas o que é certo é certo. Quando uma facção ameaça pessoas e tenta decidir quem pode ou não pode fazer campanha dentro de uma comunidade, isso não é rejeição política. Isso é intimidação. Isso é o crime organizado tentando impor a sua autoridade sobre a população”, disse Wilson.
Ele completou questionando a postura da adversária diante das responsabilidades do cargo que almeja.
“E o mais grave é que, em vez de repudiar essa ameaça, a candidata compartilhou a mensagem e tratou aquilo como ‘rejeição’ a mim. Quem disputa o Governo do Amazonas está se apresentando para comandar as forças de segurança do Estado. E alguém que pretende assumir essa responsabilidade não pode passar pano pra bandido”, afirmou.
Para o candidato, a garantia do livre exercício democrático deve se sobrepor aos interesses da disputa eleitoral nas urnas. “Facção não escolhe candidato. Facção não decide quem pode fazer campanha. E bandido não manda no voto de ninguém. No Amazonas, quem tem que mandar é o Estado. E quem escolhe seus representantes é o povo”, concluiu.
Leia mais:
Roberto Cidade cresce e encosta em Omar no Amazonas, aponta pesquisa Direto ao Ponto
Após Instituto Projeta, Quaest também aponta Omar e Cidade na liderança da disputa no Amazonas
Omar Aziz e Roberto Cidade aparecem empatados na disputa pelo Governo do Amazonas, aponta Projeta
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook


