Estrutura terá terminais para passageiros e cargas e capacidade para movimentar cerca de 3,5 milhões de passageiros por ano
As obras do novo Porto da Manaus Moderna começaram nesta quarta-feira (30), em Manaus. O empreendimento é conduzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e conta com investimento federal de aproximadamente R$ 876 milhões. A previsão é que a nova estrutura amplie e modernize o transporte de passageiros e cargas na capital amazonense.
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O senador Eduardo Braga (MDB-AM) esteve na área onde os trabalhos foram iniciados e afirmou que o projeto é resultado de uma articulação que envolveu também o senador Omar Aziz (PSD-AM), o Governo Federal e outros agentes envolvidos na implantação do empreendimento.
Segundo Braga, a proposta vai além da substituição da estrutura atualmente utilizada na região da Manaus Moderna. O projeto pretende reorganizar o embarque e desembarque de passageiros e mercadorias, especialmente para quem utiliza o transporte fluvial entre Manaus e os municípios do interior.
“É um projeto que a gente sonhava há muitos anos, mas que dependia de um ordenamento da área portuária e de um atendimento mais humanizado aos passageiros que vão e vêm do interior”, declarou.
Porto terá capacidade para 3,5 milhões de passageiros
Dados divulgados pelo DNIT apontam que o novo porto terá capacidade para movimentar aproximadamente 3,5 milhões de passageiros por ano, além de cargas como alimentos, medicamentos e outros produtos essenciais para o abastecimento do Amazonas.
O empreendimento integra o Novo PAC e terá terminais de passageiros e cargas, cais flutuantes, pontes móveis, estacionamentos, áreas de apoio e fiscalização, estação de tratamento de esgoto, subestação elétrica e outras estruturas operacionais.
A área do projeto terá aproximadamente 38 mil metros quadrados, distribuídos principalmente entre os setores da Feira da Manaus Moderna e da Feira da Banana. O projeto também foi dimensionado para receber embarcações de grande porte, incluindo embarcações com mais de 80 metros de comprimento.
Braga afirmou ainda que o empreendimento faz parte de uma proposta mais ampla de reorganização e revitalização da região central de Manaus, envolvendo áreas como a Manaus Moderna, Feira da Banana, Mercado Municipal e entorno do porto.
“Estou hoje anunciando a primeira etapa de um grande, de um gigante projeto de reconstrução da história, da alma do Centro da cidade de Manaus”, afirmou.
Estrutura será construída sobre estacas
Durante a apresentação do projeto nesta quarta-feira, Braga explicou que uma parte da estrutura ficará sobre uma laje suspensa sustentada por 1.068 estacas, evitando a utilização de aterro nessa área próxima ao Rio Negro.
O material apresentado também prevê pontes móveis e espaços destinados à circulação e estacionamento de caminhões, automóveis, motocicletas e ambulâncias.
O terminal contará ainda com áreas específicas para embarque e desembarque, circulação de pedestres, movimentação de cargas e operação das embarcações.
Braga anunciou também a previsão de implantação de uma Unidade Básica de Saúde tipo 5 e de uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no complexo. A proposta é facilitar o atendimento de passageiros, inclusive moradores do interior que chegam a Manaus em busca de assistência médica.
Terminal será público
Outro ponto destacado pelo senador é que o novo terminal terá caráter público. Segundo Braga, não haverá cobrança simplesmente para passageiros ou veículos acessarem a área portuária.
“É como aeroporto: você entra gratuitamente e paga apenas os custos dos serviços que vai usar”, explicou.
A implantação de um terminal portuário público e de uso misto já fazia parte das diretrizes apresentadas pelo DNIT durante as etapas de planejamento e audiência pública do projeto.
Contrato prevê execução em até 30 meses
O contrato aprovado pelo DNIT estabelece prazo de 30 meses para execução, além de vigência contratual de 36 meses. O valor contratado é de R$ 875,97 milhões, aproximadamente R$ 876 milhões.
O cronograma divulgado pelo DNIT prevê inicialmente a elaboração e conclusão dos projetos básico e executivo, seguida pela execução das obras, estimada em aproximadamente 24 meses. Após a conclusão, haverá ainda uma fase de operação assistida antes do funcionamento definitivo do terminal.
Braga afirmou acreditar que, caso o fluxo de recursos e o ritmo dos trabalhos sejam mantidos, a estrutura física poderá ser entregue entre 24 e 26 meses.
Para o senador, o início das obras representa também uma tentativa de reorganizar a relação entre a região central de Manaus, sua orla e o transporte para o interior do Amazonas.
“É uma reorganização portuária. Vai mudar por completo a relação com essa região da cidade e a atividade econômica aqui do Centro”, declarou.
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