O cenário geopolítico global sofreu uma reviravolta histórica neste sábado (3/1). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou oficialmente que uma operação militar em larga escala resultou no sucesso da missão em que levou a prisão de Maduro, retirando o líder venezuelano e sua esposa, Cília Flores, do país sul-americano. A informação, divulgada através da rede Truth Social, marca o ápice de meses de escalada de tensões entre Washington e Caracas.
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Segundo as declarações do presidente norte-americano, as forças de segurança dos EUA realizaram um ataque estratégico à capital venezuelana, Caracas. Até o momento, não há relatos oficiais de vítimas fatais ou feridos civis decorrentes da ofensiva. Trump enfatizou a eficiência da ação conjunta com as forças de segurança americanas e anunciou que maiores detalhes táticos serão revelados em uma coletiva de imprensa agendada para hoje, às 13h (horário de Brasília).
A operação não se encerra apenas na extração do líder chavista. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que Nicolás Maduro já foi indiciado e será submetido a julgamento por uma Corte Federal em Nova York. As acusações centrais giram em torno de “narcoterrorismo”, uma designação que Washington vinha construindo ao associar o governo venezuelano ao tráfico internacional de drogas.
O contexto da operação dos EUA que resultou na prisão de Maduro
A ação militar deste sábado é o desfecho de uma crise que se intensificou drasticamente desde meados de agosto de 2024. Sob a justificativa de combate ao tráfico de drogas na região do Caribe e do Pacífico, os Estados Unidos deflagraram a operação “Lança do Sul”. O contingente mobilizado para a região foi robusto, incluindo fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o submarino nuclear e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, além de caças de última geração F-35.
Durante este período, estima-se que mais de 20 embarcações tenham sido bombardeadas em águas caribenhas. O foco principal da retórica de Trump sempre foi o suposto papel de Maduro como chefe do “Cartel de los Soles”, organização recentemente classificada pelo governo norte-americano como terrorista. Embora Nicolás Maduro tenha sinalizado, em entrevista recente ao jornalista Ignacio Ramonet, uma disposição para o diálogo — citando inclusive uma conversa “agradável” com Trump em novembro de 2024 —, os desdobramentos diplomáticos falharam, dando lugar à força militar.
Reação imediata da Venezuela: “Agressão Imperialista”
A resposta de Caracas foi imediata e contundente. Após a confirmação de que os EUA capturam Maduro, o governo venezuelano emitiu um comunicado declarando estado de emergência em todo o território nacional. A administração bolivariana classificou o ato como uma “grave agressão militar” contra a soberania do país, citando ataques específicos nas localidades civis e militares de Caracas, bem como nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
“Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, diz o comunicado oficial. O texto convoca todas as forças sociais e políticas, além da Força Armada Nacional Bolivariana, para uma “perfeita fusão popular-militar-policial”, visando garantir a soberania e repudiar o que chamam de ataque ilegal perpetrado pelo governo atual dos Estados Unidos.
Repercussão Internacional e Alerta na América Latina
A notícia da prisão Maduro gerou ondas de choque na diplomacia internacional, especialmente entre os países vizinhos e aliados históricos da Venezuela. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, utilizou suas redes sociais para emitir um alerta global, afirmando que Caracas estava sendo bombardeada por mísseis.
“Alerta para o mundo inteiro, atacaram a Venezuela. Estão bombardeando com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”, declarou Petro, evidenciando a preocupação com a desestabilização regional.
Do outro lado do globo, o Irã também condenou veementemente a operação. Em nota, Teerã classificou os ataques como “posições irresponsáveis” e uma continuação da abordagem “intimidatória e ilegal” dos EUA, violando flagrantemente os princípios da Carta da ONU e o direito internacional no que tange ao respeito à soberania das nações.
Enquanto o mundo aguarda a coletiva de imprensa da Casa Branca e as primeiras imagens de Maduro sob custódia norte-americana, a incerteza paira sobre o futuro político da Venezuela e as consequências diplomáticas de uma intervenção militar direta dos Estados Unidos na América do Sul.
Assista ao vídeo da operação:
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