O presidente Luiz Inácio Lula da Silva promove um encontro com deputados federais nesta quarta-feira (04), em Brasília. O evento, organizado no Palácio do Planalto, marca um esforço do Poder Executivo para estreitar laços com o Legislativo em um ano marcado por desafios eleitorais e pautas econômicas prioritárias.
Articulação política com Hugo Motta e o Centrão
O foco central da agenda é consolidar a aproximação com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, e com lideranças de partidos que compõem o chamado Centrão. Segundo interlocutores do governo, a estratégia busca garantir estabilidade política e assegurar que projetos fundamentais avancem no Congresso sem sobressaltos.
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O jantar, que alguns aliados descrevem como um formato mais descontraído de confraternização, deve ocorrer em uma das residências oficiais da Presidência, seja no Palácio da Alvorada ou na Granja do Torto. A intenção é reduzir as tensões naturais de um ano de votações importantes, criando um canal de diálogo direto entre o Planalto e os parlamentares.
Calendário de reuniões com senadores e o Senado Federal
Embora a ideia inicial fosse realizar um evento conjunto abrangendo ambas as Casas legislativas, a ausência de diversos parlamentares em Brasília forçou uma mudança de planos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comunicou a Lula que muitos senadores não estariam na capital federal nesta data.
Dessa forma, a rodada de conversas com os integrantes da Câmara Alta foi postergada. Ficou acordado que um novo encontro será agendado para o período pós-Carnaval, garantindo a presença de Alcolumbre e dos demais líderes.
Pautas prioritárias e indicações ao Judiciário
Além do fortalecimento da base de apoio, o governo mira o futuro próximo das votações no Congresso. A distensão do ambiente político é vista como essencial para facilitar debates complexos, incluindo a sabatina de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O Palácio do Planalto entende que um ambiente de cooperação com os deputados federais e senadores é o caminho para evitar crises institucionais ao longo de 2026.
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