InícioGeralSaúdeÍndice de obesidade aumentou 350% em 32 anos, diz OMS

Índice de obesidade aumentou 350% em 32 anos, diz OMS

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Um recente estudo conduzido com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e divulgado pela revista científica The Lancet revela que mais de 1 bilhão de pessoas ao redor do mundo convivem com a obesidade. A pesquisa, realizada pela NCD Risk Factor Collaboration, analisou o peso e altura de mais de 220 milhões de pessoas, a partir dos 5 anos de idade, em mais de 190 países.

Mais de 1.500 pesquisadores contribuíram para o levantamento, que se propôs a avaliar como a obesidade e o baixo peso evoluíram globalmente de 1990 a 2022, utilizando o Índice de Massa Corporal (IMC) como indicador. Os resultados apontam que, na população adulta, a taxa de obesidade mais que dobrou entre mulheres e quase triplicou entre homens nesse período. Em 2022, 879 milhões de adultos foram considerados obesos, representando um aumento de 350% em relação a 1990.

A obesidade é reconhecida como uma doença crônica e é considerada um dos maiores desafios de saúde pública no mundo. De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a condição reduz a qualidade de vida e aumenta o risco de diversas doenças, incluindo problemas cardiovasculares, diabetes, asma, gordura no fígado e certos tipos de câncer.

Baixo peso também é um problema

Além da obesidade, o estudo também examinou a incidência de baixo peso, revelando um aumento surpreendente no número de adultos afetados. Em 1990, eram 45 milhões de mulheres abaixo do peso, número que aumentou para 183 milhões em 2022.

Para os homens, o salto foi de 48 milhões para 164 milhões no mesmo período. Tanto a obesidade quanto o baixo peso são considerados problemas de nutrição, com implicações negativas à saúde, conforme definido pela OMS.

Baixo peso na infância

No entanto, houve uma redução global de crianças e adolescentes abaixo do peso de 1990 a 2022, sugerindo avanços nos programas de combate à desnutrição infantil. Entre meninas, as taxas caíram de 10,3% para 8,2%, e entre meninos, de 16,7% para 10,8%.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, enfatizou a necessidade de esforços globais para conter a obesidade, incluindo ações governamentais e comunitárias, apoiadas por políticas baseadas em evidências. Ele também destacou a importância da cooperação do setor privado, responsável pelo impacto de seus produtos na saúde.

“Esse novo estudo destaca a importância de prevenir e gerenciar a obesidade desde a primeira infância até a idade adulta, por meio de alimentação, atividade física e cuidados adequados, conforme necessário”, afirmou Adhanom. Estudos recentes também apontam que a atividade física na adolescência pode ter benefícios significativos para a saúde ao longo da vida.

* Com informações do Estadão

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