Ataque dos EUA à Venezuela elevou para 80 o número de mortos durante a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, segundo reportagem publicada pelo jornal The New York Times. A informação foi repassada ao veículo por agentes ligados ao governo chavista sob condição de anonimato.
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Oficialmente, o governo da Venezuela afirma que 40 pessoas morreram nos ataques realizados no sábado (3). Entre as vítimas estão civis e militares responsáveis pela segurança direta de Nicolás Maduro.
Segurança presidencial foi totalmente eliminada durante ataque dos EUA à Venezuela
Em coletiva de imprensa, o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, declarou que toda a equipe de segurança do presidente foi morta durante a ofensiva americana. Segundo ele, os ataques atingiram alvos estratégicos ligados à proteção do chefe de Estado.
Após a captura, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York sob forte esquema de segurança. Eles permanecem sob custódia das autoridades norte-americanas.
Delcy Rodríguez assume governo com apoio das Forças Armadas
Com a prisão de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o comando do país. A posse foi validada pelo Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela e reconhecida oficialmente pelas Forças Armadas.
Rodríguez passa a liderar o país em meio a tensões diplomáticas e declarações públicas de autoridades dos Estados Unidos.
EUA condicionam diálogo à “decisão correta” do novo governo
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou em entrevista à emissora CBS News que o país está disposto a trabalhar com a nova liderança venezuelana, desde que sejam tomadas decisões consideradas adequadas por Washington.
“Vamos avaliar tudo que eles fizerem e vamos ver o que farão. Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão”, declarou Rubio.
No mesmo dia, o presidente norte-americano Donald Trump fez um alerta direto à nova presidente venezuelana. Segundo ele, se Delcy Rodríguez “não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”.
Países condenam ataque dos EUA e alertam para risco regional
Neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram uma declaração conjunta manifestando “profunda preocupação” e rejeição às ações militares unilaterais conduzidas pelos Estados Unidos na Venezuela.
Os países reafirmaram compromisso com os princípios da Carta das Nações Unidas, destacando que o ataque viola normas do direito internacional, especialmente no que se refere ao uso da força e ao respeito à soberania territorial dos Estados.
Declaração aponta risco à estabilidade da América Latina
O documento alerta para qualquer tentativa de controle ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos da Venezuela, ressaltando que isso pode comprometer a estabilidade política, econômica e social da região.
A invasão e captura de Nicolás Maduro foram classificadas como um precedente “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional, além de representar riscos diretos à população civil.
Os seis países defenderam que a crise venezuelana seja resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com diálogo, negociação e respeito à vontade do povo, sem interferência externa.
Por fim, Brasil, Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha pediram que o secretário-geral da ONU, António Guterres, e organismos multilaterais atuem para reduzir as tensões e promover a paz na região.
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