Ação militar americana atinge múltiplos alvos em resposta a baixas sofridas em dezembro; ataques na Síria contam com cooperação do novo governo local.
Washington (EUA) – As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram, neste sábado (10), a execução de uma série de ataques na Síria visando neutralizar posições estratégicas do Estado Islâmico (ISIS). A operação, descrita como uma ofensiva de larga escala, atingiu alvos em diversas regiões do país e ocorre em resposta direta a um incidente fatal registrado no mês anterior.
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De acordo com o Comando Central dos EUA (CENTCOM), as incursões aéreas foram realizadas no início da tarde (horário da Costa Leste americana). Em comunicado oficial, o comando militar destacou que “os ataques de hoje tiveram como alvo o ISIS em toda a Síria”, reforçando o compromisso de desarticular as capacidades remanescentes do grupo terrorista.
Impacto dos ataques na Síria
A mobilização deste sábado faz parte de uma operação mais ampla iniciada por Washington após o dia 13 de dezembro, quando um ataque perpetrado por militantes do Estado Islâmico resultou na morte de dois soldados americanos e de um intérprete civil.
Até o fechamento desta reportagem, o Pentágono não divulgou o número de baixas resultantes da ofensiva de hoje, e o Departamento de Estado não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário sobre os desdobramentos diplomáticos da ação.
Novo cenário político na Síria
A operação ocorre em um cenário geopolítico transformado. Atualmente, cerca de 1.000 soldados americanos permanecem em solo sírio, atuando em colaboração com as forças locais. A dinâmica de segurança no país mudou significativamente após a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024, que encerrou uma guerra civil de 13 anos.
O atual governo sírio é liderado pelo presidente Ahmed al-Sharaa. Sua administração, composta por ex-rebeldes e dissidentes que romperam com o antigo braço da Al Qaeda para combater o Estado Islâmico, tem buscado aproximação com o Ocidente.
Essa cooperação ficou evidente no final do ano passado, quando al-Sharaa visitou a Casa Branca e firmou acordos de segurança com a coalizão liderada pelos Estados Unidos. As operações recentes, que incluem ataques aéreos e ações terrestres, têm contado frequentemente com o suporte das forças de segurança sírias reorganizadas sob o novo governo.
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