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Exército cumpre mandados e prende militares do núcleo 4 da trama golpista

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O Exército Brasileiro iniciou, nesta sexta-feira (10), o cumprimento de mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foca em integrantes do chamado núcleo 4 da trama golpista, grupo acusado de articular a disseminação de informações falsas para desestabilizar as instituições democráticas e pavimentar o caminho para uma ruptura institucional. Esta operação marca uma etapa decisiva na execução das penas impostas pela Corte máxima do país no ano passado.

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Detalhes das prisões realizadas pelos militares

A responsabilidade pela custódia dos envolvidos nesta fase recai sobre o próprio Exército Brasileiro, uma vez que militares da ativa e da reserva possuem o direito legal de cumprir penas ou prisões provisórias em estabelecimentos das Forças Armadas. Entre os detidos nesta sexta-feira estão o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida.

Diferente de civis, que são encaminhados ao sistema penitenciário comum, esses integrantes são alocados em unidades específicas, como as Vilas Militares ou comandos da Polícia do Exército. Já a Polícia Federal (PF) segue com a incumbência de localizar e deter os demais réus que não pertencem aos quadros das Forças Armadas, além de monitorar aqueles que se encontram fora do território nacional.

O papel do núcleo 4 na trama golpista

As investigações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e validadas pelo STF apontam que os condenados utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de forma paralela. O objetivo central era monitorar opositores políticos e fabricar narrativas fraudulentas contra a integridade do sistema eleitoral brasileiro.

De acordo com o acórdão do Supremo, a estratégia visava gerar um estado de incerteza e revolta popular que justificasse uma intervenção militar. Além dos três capturados hoje, a lista de réus inclui figuras como Reginaldo Abreu, coronel do Exército que permanece foragido nos Estados Unidos, e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, atualmente localizado no Reino Unido.

Sentenças e implicações administrativas

As penas aplicadas pelo STF em outubro de 2025 foram severas, refletindo a gravidade dos crimes contra o Estado Democrático de Direito. Ângelo Denicoli recebeu a maior sanção entre os militares presos hoje, com 17 anos de reclusão em regime fechado. Giancarlo Rodrigues e Guilherme Almeida foram condenados a 14 anos e 13 anos e seis meses, respectivamente.

Além do tempo de cárcere, o Supremo determinou o pagamento conjunto de R$ 30 milhões a título de danos morais coletivos. Todos os envolvidos tiveram a inelegibilidade decretada, perdendo o direito de disputar cargos públicos. Para os oficiais, o STF encaminhou comunicações ao Superior Tribunal Militar (STM) para que seja oficializada a declaração de indignidade para o oficialato, o que pode resultar na perda definitiva de patentes e condecorações.

A operação desta sexta-feira reforça a cooperação entre o Poder Judiciário e as Forças Armadas na aplicação da lei, enquanto as autoridades brasileiras continuam os trâmites diplomáticos para tentar a extradição dos condenados que fugiram para o exterior.

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