Organização de direitos humanos denuncia que Erfan Soltani teve acesso negado a advogados e que sua família foi mantida no escuro sobre o processo
A iminente execução no Irã do jovem Erfan Soltani, de 26 anos, levanta novos alertas internacionais sobre as violações de direitos humanos no país. Segundo denúncias da ONG Hengaw, organização voltada para a defesa dos direitos humanos, o manifestante deve ser executado nesta quarta-feira (14), sem ter tido a oportunidade de defesa legal ou acesso a um julgamento justo.
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Soltani foi detido durante a onda de protestos que sacudiu o país e enfrentou uma repressão violenta por parte do regime. A Hengaw relata que, desde o momento de sua prisão, o jovem foi privado de garantias fundamentais do devido processo legal. “Sua família está sendo privada de qualquer informação sobre as acusações, o processo ou os procedimentos judiciais”, afirmou a organização em comunicado.
Violações e a execução no Irã
O caso expõe a opacidade do sistema judiciário iraniano em relação aos detidos nas manifestações. A irmã de Erfan, que atua como advogada, tentou intervir e acompanhar o caso, mas teve o acesso aos autos negado pelas autoridades.
De acordo com ativistas que mantêm contato com pessoas próximas à família, a sentença de morte já é considerada definitiva. Em um ato que ressalta a rigidez do processo, os familiares tiveram permissão apenas para uma breve visita de despedida antes da data marcada para a aplicação da pena.
A ONG Hengaw classificou a situação como uma “execução extrajudicial”, argumentando que a imposição da pena capital sem defesa efetiva viola o direito internacional. “Este caso constitui uma clara violação do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, em particular o Artigo 6º sobre o direito à vida”, destacou a entidade.
Contexto de repressão
O tratamento apressado dispensado a Soltani reflete um padrão que tem gerado preocupação global: o uso da pena de morte como ferramenta para silenciar a dissidência e reprimir protestos públicos.
A CNN Brasil, fonte original da informação, entrou em contato com a Hengaw em busca de mais detalhes e aguarda retorno. O cenário no Irã permanece tenso, com a comunidade internacional atenta aos desdobramentos de mais este caso de aplicação da pena capital contra manifestantes.
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