A indústria do Amazonas iniciou o ano de 2026 com um sinal de recuperação em sua produção. Segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor no estado cresceu 1,9% em janeiro na comparação com dezembro de 2025. O índice amazonense ficou significativamente acima da média brasileira para o período, que registrou uma variação positiva de 0,2%.
📲Quer receber notícias direto no celular? Entre no nosso grupo no WhatsApp.
Apesar do avanço mensal, o cenário de longo prazo ainda apresenta desafios estruturais. Quando comparada a janeiro de 2025, a fabricação regional teve uma queda de 6,8%. Esse recuo contribuiu para que o acumulado dos últimos 12 meses entrasse em terreno negativo, com uma retração de 0,4%, evidenciando uma perda de ritmo em relação ao fechamento do ano anterior.
Desempenho regional e o contexto da produção industrial
O crescimento observado no Amazonas coloca o estado em um grupo seletivo de sete localidades, entre as 15 pesquisadas, que apresentaram expansão no primeiro mês do ano. O Pará liderou o ranking com uma alta de 8,6%, seguido por São Paulo (3,5%), Minas Gerais (3,2%) e Bahia (3,0%). Na contramão deste movimento, estados como Rio Grande do Sul e Espírito Santo registraram as quedas mais acentuadas, com -4,5% e -4,3%, respectivamente.
No que diz respeito à média móvel trimestral, o indicador para a indústria do Amazonas foi de -2,4%, acompanhando uma tendência de recuo observada em 11 das 15 regiões analisadas. Esse dado reforça que, embora janeiro tenha sido positivo individualmente, o trimestre anterior ainda exerce pressão sobre os índices de produtividade local.
Comparativo anual e variações no setor secundário
Na série sem ajuste sazonal, o confronto entre janeiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior revela disparidades regionais profundas. Enquanto o setor nacional variou 0,2%, Pernambuco disparou com uma alta de 27,7%, impulsionado por fatores locais específicos. Já o Rio Grande do Norte enfrentou a maior retração do país, com queda de 24,9%.
O Amazonas, que havia registrado um crescimento de 0,8% no último trimestre de 2025, viu esse dinamismo se inverter no comparativo anual de janeiro, resultando na perda de 6,8% mencionada anteriormente. De acordo com o IBGE, dez dos 18 locais pesquisados mostraram menor fôlego econômico em janeiro de 2026 quando comparados ao desempenho de dezembro de 2025.
Perspectivas para o acumulado de 12 meses
No panorama nacional, a atividade fabril acumulou alta de 0,5% nos últimos 12 meses. Contudo, o relatório aponta que o setor está perdendo velocidade. O Amazonas é um dos exemplos claros dessa desaceleração, passando de uma estabilidade de 0,1% em dezembro para o índice negativo de 0,4% em janeiro.
Especialistas indicam que o ganho de dinamismo em estados como Rio de Janeiro, que subiu para 5,7%, e a recuperação em Pernambuco ajudam a equilibrar o índice nacional, mas o cenário para o polo industrial nortista permanece dependente da estabilização das cadeias produtivas e da demanda interna nos próximos meses.
Leia mais:
PIB do Amazonas cresce no 4º trimestre de 2025 e fecha ano com alta de 4,41%
Senado aprova alíquota zero de PIS e Cofins para Áreas de Livre Comércio na Amazônia
Balança comercial brasileira registra o quarto melhor fevereiro da história
Siga nosso perfil no Instagram, Tiktok e curta nossa página no Facebook

