O assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 63, morto a tiros na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande (SP), repercutiu em todo o país e trouxe de volta o debate sobre a violência contra autoridades policiais. Fontes era considerado um dos principais inimigos do PCC e foi executado em uma ação que chamou atenção pela ousadia dos criminosos.
Reflexos no Amazonas
Embora o crime tenha ocorrido em São Paulo, o episódio reacende o alerta no Amazonas, estado historicamente marcado por altos índices de violência. Em 2024, foram registradas 1.173 mortes violentas intencionais, taxa de 27,4 por 100 mil habitantes, apesar da queda de 17,4% em relação a 2023, o número segue acima da média nacional, de 20,8. Em 2022, o Amazonas chegou a ocupar a 3ª posição entre os estados mais violentos, com 38,8 por 100 mil.
Queda expressiva
Nos últimos dois anos, entretanto, o estado apresentou recuos importantes. Em 2024, os homicídios em Manaus caíram 27,7%, e os roubos de veículos, 29,79%. Programas como o “Paredão” e o “RecuperaFone”, aliados ao investimento de R$ 1,16 bilhão no “Amazonas Mais Seguro”, ajudaram a reduzir os índices.
Risco a policiais
Apesar dos avanços, policiais seguem entre as categorias mais expostas à violência. Especialistas avaliam que crimes como o de Fontes evidenciam a vulnerabilidade dos agentes e a necessidade de reforçar a proteção, inteligência e investigação.
Debate nacional
Para analistas, a execução do ex-delegado mostra que a violência contra autoridades não é um fenômeno localizado. No Amazonas, mesmo com a redução de indicadores, a criminalidade continua sendo um desafio prioritário.
*Com informações da CNN e da SSP-AM
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