Mesmo com ampla oferta do exame na rede municipal de saúde, a Prefeitura de Manaus alerta para a baixa adesão das mulheres à mamografia, exame essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em 2023 foram realizadas 28 mil mamografias, número que representa apenas 30% do público estimado para rastreamento da doença na capital. De janeiro a setembro deste ano, o total chegou a 27 mil exames.
A mamografia é recomendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) principalmente para mulheres entre 50 e 74 anos, faixa etária considerada de maior risco. Mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar o exame mediante avaliação médica.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Lúcia Freitas, reforça que a rede municipal possui alta capacidade instalada, com exames disponíveis em seis unidades fixas e cinco Unidades Móveis de Saúde da Mulher, capazes de atender toda a demanda prevista.
“É um exame que permite o diagnóstico precoce do câncer de mama, o que possibilita iniciar o tratamento rapidamente e aumenta as chances de cura para até 95%”, destacou Lúcia Freitas.
Entre 2020 e 2024, um levantamento da Semsa apontou que 62,54% das lesões precursoras do câncer de mama foram detectadas em mulheres de 50 a 69 anos, reforçando a importância da mamografia nesse grupo.
Além do rastreamento, a secretaria orienta que mulheres de todas as idades procurem atendimento médico diante de sintomas suspeitos, como nódulos mamários, dor, secreção nos mamilos ou alterações na pele.
As mulheres podem agendar o exame nas unidades da Semsa via Sistema de Regulação (Sisreg). Já nas Unidades Móveis de Saúde da Mulher, quem está na faixa etária de 50 a 74 anos pode realizar o exame sem encaminhamento médico. A relação completa de locais de atendimento está disponível no site www.manaus.am.gov.br/semsa.
Campanha Outubro Rosa
Durante o mês de outubro, a Prefeitura de Manaus intensifica as ações do Outubro Rosa, com atividades de conscientização, palestras e incentivo à realização da mamografia. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a capital amazonense registra uma média de 420 novos casos de câncer de mama por ano, entre 2023 e 2025.
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