Enquanto o país ainda nem entrou de fato na campanha, o ministro Dias Toffoli afirmou em seminário internacional que a inteligência artificial nas urnas é um “mundo totalmente desconhecido”, e avisou que o abuso vai custar mandato. Lembrou que o impulsionamento por robô está proibido mesmo quando o conteúdo é verdadeiro e que vigora um silêncio tecnológico de 72 horas antes e 24 depois do voto.
O laboratório do discurso já tinha aberto as portas quatro dias antes, em São Paulo, na convenção que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência e apresentou Jair Bolsonaro fabricado por IA. O PT já correu ao TSE e ao STF.
Toffoli fala em começar uma “légua desta viagem” rumo ao novíssimo mundo. O detalhe é que a primeira tempestade chegou antes de o barco zarpar, e partiu justamente da ala que mais reclama do tribunal. O PL inaugurou a temporada da IA nas urnas com um teste aos limites do próprio TSE. O resto da légua promete.


