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Nível do Rio Negro fecha agosto em 24,19m em Manaus

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Cota terminou o mês 4,17 metros acima da registrada em 31 de agosto de 2024, ano da maior vazante da série histórica, e recuo acumulado em 2026 chega a 4,32 metros

O nível do Rio Negro em Manaus encerrou agosto em 24,19 metros, mantendo uma diferença de 4,17 metros em relação à marca registrada no mesmo dia de 2024, ano da maior vazante já registrada na capital. Na comparação com 31 de agosto de 2025, a cota deste ano está 2,58 metros acima. Os dados são do Porto de Manaus.

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A descida das águas ganhou ritmo ao longo do fim do mês. Entre 28 e 31 de agosto, o Rio Negro recuou 60 centímetros em Manaus. No mesmo intervalo de 2024, a redução havia sido de 99 centímetros, uma diferença de 39 centímetros.

Rio Negro acumula recuo de 4,32 metros

Desde o começo do processo de vazante em 2026, a cota do Rio Negro já diminuiu 4,32 metros até esta segunda-feira (31). O comportamento ocorre em um cenário de chuvas abaixo da média na Bacia do Rio Amazonas.

A informação consta no 34º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) em 28 de agosto. Conforme o boletim, a redução das chuvas intensificou a descida dos rios.

Mesmo com o avanço da vazante, a maior parte das estações monitoradas permanece dentro da faixa considerada normal para o período. A exceção é o rio Branco, em Roraima, um dos principais afluentes do Negro, que apresenta níveis mínimos para esta época do ano.

Rios Solimões, Purus e Madeira também recuam

Em Tabatinga, no Amazonas, o rio Solimões baixou 45 centímetros durante a semana analisada pelo SGB e chegou a 3,22 metros. Em Manacapuru, o recuo foi de 70 centímetros, levando a cota a 15,93 metros.

Na bacia do Purus, a estação de Beruri registrou queda de 74 centímetros e atingiu 16,98 metros. Já em Rio Branco, no Acre, o nível subiu 33 centímetros, interrompendo a sequência de descidas observada nas semanas anteriores e retornando à faixa de normalidade. A cota ficou em 2,37 metros.

No rio Madeira, a estação de Porto Velho, em Rondônia, registrou redução de 6 centímetros e chegou a 4,59 metros. Em Humaitá, no Amazonas, a queda foi de 57 centímetros.

Rio Amazonas também apresenta redução

O recuo das águas também foi registrado no rio Amazonas. Em Careiro, no Amazonas, a diminuição chegou a 66 centímetros, enquanto em Itacoatiara o nível caiu 59 centímetros. As cotas ficaram em 12,86 metros e 10,77 metros, respectivamente.

De acordo com o SGB, os níveis registrados nas cidades citadas permanecem dentro da faixa de normalidade para o período.

Na bacia do rio Branco, entretanto, a situação é diferente. As estações monitoradas continuaram em processo de vazante nos sete dias analisados. Em Boa Vista, a queda foi de 35 centímetros, com a cota chegando a 1,39 metro. Em Caracaraí, o recuo foi de 8 centímetros, e o nível ficou em 2,10 metros. Segundo o SGB, as marcas permanecem muito abaixo do esperado para o período e configuram mínimas para esta época do ano.

Recorde de vazante ocorreu em outubro de 2024

O menor nível já registrado pelo Porto de Manaus ocorreu em 3 de outubro de 2024, quando o Rio Negro chegou a 12,68 metros. A marca superou o recorde anterior, de 12,70 metros, registrado em outubro de 2023, que havia ultrapassado a marca de 13,63 metros de 2010.

Os números hidrológicos utilizados no monitoramento são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), sob responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com operação do SGB e de outros parceiros.

O SGB alerta que os níveis mais recentes podem sofrer alterações após verificações “in loco” realizadas por engenheiros e técnicos responsáveis pela rede. As equipes também executam serviços de manutenção das estações e nivelamento das réguas.

As previsões são elaboradas com base em modelos hidrológicos e estão sujeitas às incertezas inerentes a esse tipo de modelagem. Os dados em tempo real e os mapas de risco podem ser consultados no Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE).

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