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Fumaça das queimadas na Amazônia encobre cidades do Sul do Brasil

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Nos últimos dias, a fumaça gerada pelos incêndios recordes na Amazônia tem alcançado o Sul do Brasil, confirmando as previsões da empresa de meteorologia MetSul e as observações da Epagri (Empresa de Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina). Um corredor de ventos, impulsionado por condições meteorológicas específicas, tem transportado essa fumaça por milhares de quilômetros, do Norte ao Sul da América do Sul.

Incêndios Recordes na Amazônia

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre as 21h de domingo (1º) e as 21h de segunda-feira (2), foram identificados 3.432 focos de calor na Amazônia. Esse número representa o pior dia de queimadas na região em 2024, superando os 3.224 focos registrados em 30 de agosto. A MetSul explica que a fumaça desses incêndios é transportada para o Sul do Brasil por um corredor de vento que se forma a cerca de 1.500 metros de altitude, partindo do Sul da Amazônia e chegando ao Rio Grande do Sul. Esse fenômeno também provoca aumento de temperatura na metade norte do estado gaúcho.

Fumaça Sobre Santa Catarina

Em Santa Catarina, a Epagri já detectou a presença de fumaça vinda da Amazônia e de outras regiões do Norte do país. O estado lida com essa situação desde o mês passado, com registros de fumaça no céu catarinense. Marilene de Lima, meteorologista da Epagri, explica que a fumaça foi percebida pela primeira vez na segunda semana de agosto, originando-se em Mato Grosso e Minas Gerais. “As condições meteorológicas dessa época do ano favorecem a circulação dos ventos, trazendo a fumaça para cá”, afirma.

Previsões para os Próximos Dias

Ainda segundo a meteorologista, as correntes de vento devem continuar conduzindo a fumaça sobre os municípios de Santa Catarina até a metade de setembro. Após esse período, as chuvas esperadas podem ajudar a dissipar a fumaça. A MetSul alerta que, embora a fumaça deva permanecer em suspensão na atmosfera, sem afetar significativamente a qualidade do ar, essa situação pode variar no Rio Grande do Sul. Enquanto estiver presente na atmosfera, a fumaça deixa o céu com um tom mais acinzentado e realça as cores do sol ao amanhecer e ao entardecer, criando um aspecto mais fosco.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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