Nova mistura E30 pode reduzir preços e aumentar eficiência, mas exige atenção para carros antigos
A nova gasolina com 30% de etanol anidro, chamada E30, começou a ser produzida no Brasil nesta quinta-feira (1º), conforme determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O percentual anterior era de 27,5%. A expectativa do governo é que o litro fique até R$ 0,11 mais barato nas próximas semanas.
O combustível com a nova mistura deve chegar aos postos gradualmente, à medida que o estoque antigo (E27) for escoado.
Mais octanagem e promessa de menor poluição
A mudança também eleva a octanagem da gasolina comum de 93 para 94 RON, índice que mede a resistência à detonação do combustível. Isso tende a melhorar o desempenho e a eficiência, principalmente em carros flex, que ajustam eletronicamente a taxa de compressão para aproveitar o combustível de maior qualidade.
Além disso, segundo testes da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a E30 emite menos poluentes, contribuindo para a redução de gases do efeito estufa.
Possível aumento no consumo dos veículos
Apesar da melhoria na octanagem, especialistas alertam que o maior teor de etanol pode elevar o consumo de carros flex. Isso porque o poder calorífico do etanol é cerca de 70% do da gasolina, exigindo maior volume para percorrer a mesma distância.
Atenção para veículos antigos
Para carros movidos apenas a gasolina e modelos mais antigos, a recomendação é cautela. O etanol é hidratado, ou seja, contém água, o que pode provocar corrosão de materiais e oxidação de peças metálicas. Nesse caso, a gasolina premium pode ser uma alternativa mais segura, já que mantém 25% de etanol e oferece maior octanagem.
Razões para o aumento do etanol na mistura
O governo aponta dois principais motivos para aprovar a gasolina E30:
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Menor dependência do petróleo importado, já que o Brasil é autossuficiente na produção de cana-de-açúcar.
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Redução de poluentes, com impacto positivo para o meio ambiente.
Com a mudança, a expectativa é evitar a importação de 760 milhões de litros de gasolina por ano, aumentar a produção nacional de etanol em 1,5 bilhão de litros e gerar investimentos de R$ 9 bilhões no setor.
Próximos passos: mistura pode chegar a 35%
A Lei do Combustível do Futuro (14.993/24) já prevê a possibilidade de aumentar o teor de etanol na gasolina para até 35%, desde que haja comprovação técnica de viabilidade.
*Com informações do Auto Esporte
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