O governo de Israel anunciou que irá permitir a entrada de apenas 300 caminhões de ajuda humanitária na Faixa de Gaza a partir desta quarta-feira (15), metade do número previamente acordado durante o cessar-fogo, segundo informações confirmadas pela ONU. A decisão ocorre após o grupo Hamas não devolver os corpos de todos os reféns mortos durante o ataque de 7 de outubro de 2023.
As restrições, segundo nota do governo israelense, incluem a proibição de entrada de combustível, exceto para necessidades específicas relacionadas à infraestrutura humanitária. O órgão militar israelense COGAT, responsável pelo controle da entrada de suprimentos em Gaza, comunicou formalmente à ONU a decisão, confirmando o corte em relação ao plano inicial, que previa cerca de 600 caminhões por dia durante o cessar-fogo.
Três autoridades israelenses indicaram que a passagem de Rafah, principal rota de acesso ao sul de Gaza pelo Egito, permanecerá fechada pelo menos até quarta-feira. A duração total da medida ainda não foi informada.
O descumprimento do acordo pelo Hamas envolve a não devolução completa dos corpos de reféns. Até segunda-feira (13), o grupo havia liberado 20 reféns vivos e quatro corpos, alegando precisar de mais tempo para localizar os demais restos mortais.
Após a assinatura do cessar-fogo, a Turquia anunciou a criação de uma força-tarefa internacional, com apoio dos Estados Unidos e de Israel, para localizar os corpos ainda desaparecidos na Faixa de Gaza.
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