O Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (Tropical Forest Forever Facility – TFFF) é uma iniciativa global criada para financiar a preservação das florestas tropicais. O mecanismo combina investimentos públicos e privados e recompensa financeiramente países que comprovarem, por meio de monitoramento via satélite, a redução do desmatamento e a recuperação de áreas degradadas.
Entre os países contemplados estão Brasil, Colômbia, Peru, Indonésia, República Democrática do Congo e Gana, regiões que concentram as maiores florestas tropicais do planeta.
Segundo o modelo do TFFF, os países só recebem recursos após comprovar resultados positivos na conservação ambiental. Caso haja aumento no desmatamento, o valor repassado é reduzido. A proposta parte do princípio de que as florestas tropicais regulam o clima global, abrigam biodiversidade e garantem recursos hídricos essenciais, beneficiando toda a humanidade — e não apenas os territórios onde estão localizadas.
Lançamento durante a COP30 em Belém
O TFFF foi anunciado inicialmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a COP28, em Dubai, e teve lançamento oficial durante a COP30, realizada em Belém (PA). O Brasil fez o primeiro aporte de US$ 1 bilhão ao fundo durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.
O projeto rapidamente ganhou adesão internacional e se tornou um dos principais temas da Cúpula do Clima em Belém, que antecede as discussões oficiais da COP30.
Países que já confirmaram aportes
Além do investimento inicial do Brasil, outras nações anunciaram contribuições significativas ao fundo:
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Noruega – US$ 3 bilhões
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Indonésia – US$ 1 bilhão
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França – US$ 500 milhões
Com esses aportes, o TFFF já soma mais de US$ 5 bilhões em recursos. A iniciativa também conta com o apoio de Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia, além de potenciais investidores como Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.
Como o fundo será aplicado
Diferente de modelos tradicionais que dependem apenas de doações, o TFFF paga por resultados ambientais, incentivando políticas públicas de conservação. Parte dos recursos será destinada diretamente a povos indígenas e comunidades tradicionais, que desempenham papel central na proteção das florestas — com previsão mínima de 20% dos pagamentos nacionais voltados a esses grupos.
O objetivo é mobilizar US$ 25 bilhões em compromissos de países investidores durante a COP30 e atrair até US$ 125 bilhões do setor privado para financiar ações de preservação e recuperação florestal.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), o fundo deve movimentar US$ 4 bilhões por ano em repasses aos países com florestas tropicais, um volume que pode triplicar os orçamentos ambientais dessas nações e transformar suas políticas de conservação.
*Com informações da Agência Brasil
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