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Google transforma varejo mundial e inicia era dos agentes de IA

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A entrada definitiva do Google no varejo marca o fim das buscas tradicionais e inaugura a fase em que a inteligência artificial não apenas sugere, mas executa a compra pelo consumidor.

O cenário do Google no varejo acaba de sofrer sua transformação mais radical das últimas décadas. Durante a NRF 2026, considerado o maior evento de comércio digital do mundo, a gigante de tecnologia oficializou sua entrada na chamada camada transacional. Isso significa que o buscador deixa de ser apenas uma vitrine de links para se tornar um executor de compras, graças ao lançamento do Universal Commerce Protocol (UCP).

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Essa mudança impacta diretamente como empresas vendem e como pessoas compram. A iniciativa sinaliza o encerramento da era baseada em palavras-chave e dá as boas-vindas à “era da intermediação por agentes de IA”. A promessa é reduzir drasticamente o tempo entre o desejo de um produto e a sua posse efetiva.

O fim da busca e o início da execução

A apresentação do projeto foi liderada por Sundar Pichai, CEO do Google. Segundo o executivo, o comércio moderno não gira mais em torno de encontrar um site, mas de cumprir uma intenção do usuário. Com o novo protocolo, a barreira entre navegar e comprar é praticamente eliminada.

A inteligência artificial passa a atuar de forma personalizada em todo o ecossistema digital. Não se trata mais apenas de sugerir um produto, mas de realizar a transação de forma segura. Dados apresentados no evento mostram que 34% dos consumidores já preferem interagir com agentes automatizados para evitar a fadiga de buscas exaustivas em múltiplas lojas.

Um gigante da economia global

O movimento consolida a Alphabet, controladora do Google, como a infraestrutura central do consumo. Em 2025, a empresa alcançou uma receita anual de aproximadamente US$ 385 bilhões. A força publicitária da companhia, somando Google Ads e YouTube, gera cerca de US$ 800 milhões por dia, sustentada por um domínio de 90% do mercado de buscas.

No Brasil, os números também são expressivos. O impacto econômico direto das plataformas da empresa já ultrapassa os R$ 215 bilhões. Isso evidencia que a companhia superou o status de canal de mídia para se tornar o principal motor de intenção de compra da economia moderna.

Mudança de comportamento e tecnologia

Especialistas presentes na NRF apontam que essa transição não foi repentina. Thiago Stelle, Head de Marketing e Insights da Unlimitail, operação de Retail Media do Grupo Carrefour, observa que o salto tecnológico é mensurável. O processamento de “tokens” voltados especificamente ao varejo cresceu 11 vezes no último ano.

Para Stelle, a tecnologia agora quer ser a interface da transação. O consumidor está migrando da digitação de termos de busca para o “AI Mode”, interagindo através de conversas naturais. O sucesso das marcas dependerá de como elas conseguirão se posicionar dentro desses novos agentes virtuais.

O desafio de convencer o algoritmo

Essa nova dinâmica impõe um desafio existencial para influenciadores digitais e departamentos de marketing. Leopoldo Jereissati, CEO da agência All Set, destaca que a IA atua como um filtro cognitivo. Ela reduz o ruído e cruza variáveis como preço, qualidade e histórico para oferecer a melhor opção.

Leia também: Parceria entre Google e Walmart aposta em protocolo universal no varejo

Isso levanta uma questão crucial sobre quem está realmente escolhendo o produto. O papel do criador de conteúdo sofre uma metamorfose técnica. Antes, o objetivo era capturar o olhar humano no feed das redes sociais. Agora, é necessário “convencer o código”. Os algoritmos passam a ser um novo público-alvo, e o conteúdo precisa ser reconhecido pelos sistemas como uma referência legítima e confiável para ser recomendado.

América Latina na vanguarda

Diferente de ciclos tecnológicos anteriores, onde inovações demoravam anos para chegar a mercados emergentes, a implementação da IA no varejo ocorre de forma simultânea. Mari Pinudo, Country Manager da Adobe no Brasil, enfatiza que as ferramentas usadas por gigantes globais já estão operacionais no mercado latino-americano.

A NRF 2026 marca um ponto de virada para o varejo regional. A capacidade de automatizar operações e criar experiências relevantes está disponível agora, permitindo que varejistas locais cresçam com mais previsibilidade e concorram em pé de igualdade tecnológica. A decisão de compra torna-se, assim, uma colaboração entre a intuição humana e a precisão algorítmica.

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