O Opera+ Amazonas passa a integrar oficialmente a rotina das unidades de saúde da rede estadual, deixando o formato de mutirão para se consolidar como uma política contínua. O anúncio foi realizado pelo governador Wilson Lima nesta quarta-feira (04/02), durante coletiva de imprensa no Hospital e Pronto-Socorro Adriano Jorge, em Manaus. A nova fase do projeto estabelece uma meta ambiciosa: garantir que os procedimentos eletivos mais procurados sejam realizados em um prazo médio de 30 dias.
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A mudança de diretriz foca na previsibilidade e na agilidade do atendimento ao cidadão. Segundo a gestão estadual, o objetivo não é apenas contabilizar o volume de intervenções, mas sim reduzir drasticamente o tempo de espera no complexo regulador. A expectativa é que essa integração definitiva aos hospitais públicos otimize os recursos já existentes e ofereça uma resposta mais rápida aos pacientes que aguardam por diagnósticos e resoluções cirúrgicas.
Metas e funcionamento da nova fase do Opera+ Amazonas
A estratégia de perenização do programa envolve uma reestruturação operacional significativa. A partir de 2026, os centros cirúrgicos das unidades estaduais passarão a operar em horários estendidos, incluindo turnos noturnos, finais de semana e feriados. Essa escala ampliada visa absorver a demanda reprimida sem interferir nos atendimentos de urgência e emergência, que seguem fluxos distintos.
Para sustentar esse ritmo, o Governo do Amazonas anunciou o reforço no estoque de órteses, próteses e materiais especiais (OPMEs), além de um modelo de credenciamento de serviços focado na produtividade. Outro pilar fundamental é a utilização da tecnologia por meio do Saúde AM Digital, que utiliza uma assistente virtual para organizar a convocação dos pacientes, garantindo que o fluxo de agendamento seja transparente e eficiente.
Resultados históricos e redução nas filas de especialidades
O balanço apresentado reforça o impacto das ações realizadas anteriormente. Em 2025, o estado registrou a maior produção cirúrgica de sua história, totalizando 336.816 procedimentos. O número superou em 55 mil o total de 2024 e ultrapassou a meta inicial estabelecida pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) em mais de 5,2 mil atendimentos.
Esse aumento na oferta resultou em uma queda expressiva nas filas de espera entre julho de 2025 e janeiro de 2026. Os dados apontam reduções notáveis em diversas áreas:
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Ginecologia: queda de 88,2% na fila de espera.
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Catarata: redução de 78,3%.
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Dermatologia: diminuição de 62%.
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Cirurgia Geral (hérnia e vesícula): redução de 60,2%.
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Ortopedia: queda de 59,6%.
Atualmente, pacientes que necessitam de cirurgia de catarata conseguem ser atendidos em até 7 dias, enquanto procedimentos ginecológicos e de varizes levam cerca de 30 dias.
Humanização e expansão para o interior
Além dos números, a nova fase do programa busca consolidar a humanização do atendimento. Relatos de pacientes, como o da agricultora Ozivanilda Cunha Neves, moradora do município de Anamã, ilustram o impacto direto na qualidade de vida. Após dois anos de espera por uma cirurgia de vesícula, a paciente destacou a rapidez e a atenção recebida pela equipe médica no Hospital Adriano Jorge.
Para o decorrer de 2026, o planejamento estadual prevê não apenas a manutenção do volume de cirurgias, mas também a descentralização dos serviços. O governo pretende ampliar a capacidade de atendimento no interior do Amazonas, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para a capital e fortalecendo a rede de saúde em todas as calhas de rios do estado.
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