O desenvolvimento da infraestrutura portuária na capital amazonense alcançou um marco decisivo nesta semana. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) formalizou a autorização para o início da elaboração dos projetos de engenharia voltados à reestruturação do Porto da Manaus Moderna. A ordem de serviço, assinada pelo diretor executivo do órgão, Carlos Antônio Rocha de Barros, sinaliza o começo de um ciclo de investimentos que promete transformar a logística fluvial na zona Sul da cidade.
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A iniciativa está fundamentada no Contrato nº 00174/2026, resultante de um processo licitatório rigoroso conduzido pela autarquia federal. Com a assinatura do documento, o Consórcio Terminal Matriz assume a responsabilidade técnica para desenvolver, a partir de 14 de abril de 2026, os projetos básico e executivo. Essa etapa é o alicerce necessário para que a construção do novo terminal portuário, classificado como Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4), saia do campo do planejamento e se torne realidade.
Investimento e reestruturação logística no Amazonas
O aporte financeiro previsto para a execução desta obra é de aproximadamente R$ 916 milhões. Esse montante será destinado a uma reformulação completa da área, que atualmente enfrenta desafios estruturais crônicos. O projeto técnico contempla a implementação de novas rampas de acesso, além da criação de espaços especificamente projetados para a segregação e o fluxo eficiente de passageiros e cargas.
A modernização da infraestrutura na orla de Manaus não se limita apenas à estética urbana. O objetivo central é a reorganização do fluxo logístico operacional. Com a nova configuração, espera-se que o carregamento e descarregamento de mercadorias que abastecem o interior do estado ocorram de maneira mais ágil, reduzindo custos operacionais e aumentando a segurança de todos os envolvidos nas atividades portuárias.
Impacto social e capacidade de atendimento do Porto da Manaus Moderna
Um dos pontos de maior relevância desta atualização tecnológica é o aumento significativo na capacidade de atendimento. As projeções indicam que a nova estrutura poderá receber mais de um milhão de passageiros mensalmente. Atualmente, o fluxo anual na região chega a 12 milhões de pessoas, muitas das quais realizam seus trajetos em condições de infraestrutura aquém do ideal.
O senador Eduardo Braga, que acompanhou o trâmite da autorização, destacou que a precariedade atual do embarque e desembarque afeta diretamente a dignidade do cidadão amazonense. Segundo o parlamentar, a modernização é essencial para garantir que o trânsito fluvial, principal meio de locomoção para grande parte da população do estado, ocorra em um ambiente seguro e estruturado.
Próximos passos e cronograma da obra
Embora a assinatura da ordem de serviço seja um avanço institucional considerável, a execução física da obra depende estritamente da conclusão dos estudos técnicos iniciados agora. O detalhamento contido nos projetos básico e executivo servirá para balizar as licitações subsequentes e garantir que a engenharia aplicada suporte as variações sazonais do Rio Negro.
A expectativa é que, uma vez superada a fase técnica e iniciadas as intervenções em solo, o cronograma de construção se estenda por um período entre 36 e 42 meses. Ao final deste ciclo, a capital do Amazonas deverá contar com um terminal de padrão internacional, capaz de integrar o transporte de massa fluvial ao sistema de mobilidade urbana de forma eficiente e sustentável.
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