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Escritório de Kakay deixa a defesa de Ciro Nogueira no Caso Banco Master

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Investigado na Operação Compliance Zero, senador e banca jurídica anunciam rompimento de contrato em “comum acordo”

O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, liderado pelo criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, anunciou nesta segunda-feira (11) o encerramento de sua atuação na defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar é o principal alvo da Operação Compliance Zero, que investiga supostos repasses de vantagens indevidas envolvendo o Grupo Banco Master.

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Em nota oficial assinada por Kakay e outros cinco sócios da banca, o escritório sediado em Brasília informou que a decisão foi tomada em comum acordo com o senador. O grupo de advogados possui um histórico de atuação em casos de grande repercussão nacional, tendo representado Nogueira em processos anteriores.

As suspeitas da Operação Compliance Zero

Ciro Nogueira foi alvo de mandados de busca e apreensão na última semana em sua residência no Lago Sul, em Brasília. A investigação, conduzida pela Polícia Federal (PF) e sob supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), apura a relação entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Leia também: PF faz buscas contra Ciro Nogueira em nova fase da Operação Compliance Zero sobre Banco Master

Segundo o relatório da PF, o senador teria utilizado sua influência política para favorecer os interesses empresariais de Vorcaro. Em contrapartida, os investigadores apontam o recebimento de benefícios como:

  • Uso de imóveis de alto padrão e custeio de viagens internacionais;

  • Hospedagens e deslocamentos de luxo;

  • Pagamento de despesas pessoais através de cartões e valores em espécie;

  • Suspeita de recebimento de “mesada” regular.

Defesa e Medidas Cautelares

Até o momento do rompimento com a banca de Kakay, a defesa de Ciro Nogueira vinha negando veementemente qualquer irregularidade. Os advogados sustentavam que as medidas invasivas da PF eram precipitadas e baseadas em trocas de mensagens de terceiros, sem provas robustas de ilicitudes.

Apesar de não ter decretado a prisão cautelar, o ministro do STF, André Mendonça, determinou medidas restritivas ao senador, incluindo a proibição de manter contato com testemunhas ou outros investigados no âmbito do Caso Banco Master.

Leia mais:
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