O programa Move Brasil passa a permitir um prazo maior para o pagamento do financiamento de veículos, com ampliação de 72 para até 84 meses. A mudança mantém a possibilidade de até seis meses de carência sobre o principal e busca facilitar o acesso de taxistas, motoristas de aplicativo e cooperativas de taxistas ao crédito.
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A decisão foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional nesta quinta-feira, dia 27, e ocorre enquanto o governo Luiz Inácio Lula da Silva tenta acelerar a contratação das linhas de financiamento destinadas à categoria.
Financiamento poderá ser pago em até 84 meses
A principal alteração definida pelo CMN amplia em um ano o período máximo de reembolso das operações. O prazo, que anteriormente era de até 72 meses, agora poderá chegar a 84 meses.
Segundo o argumento apresentado para a mudança, o prazo maior deve reduzir o impacto mensal de financiamentos com valores mais altos, ao permitir uma diluição maior do principal e contribuir para preservar a capacidade de pagamento dos beneficiários.
A carência de até seis meses para o pagamento do principal foi mantida.
Teto dos veículos sobe para R$ 200 mil
O CMN também confirmou a elevação de R$ 150 mil para R$ 200 mil no valor máximo dos automóveis que poderão ser financiados pelo Move Brasil.
A ampliação do teto ocorre após o governo já ter publicado uma portaria para aumentar as possibilidades de veículos disponíveis no programa. Com a mudança, também passou a ser permitida a aquisição de veículos híbridos a gasolina, álcool ou ambos. Antes, a autorização era restrita aos híbridos flex.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, o CMN afirmou que o novo limite busca ampliar a quantidade de modelos e versões acessíveis aos beneficiários e aumentar a concorrência entre os fabricantes.
Um levantamento citado pelo governo aponta que o teto anterior de R$ 150 mil abrangia aproximadamente 63% do mercado analisado. Com a inclusão de veículos na faixa entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, outras 486 mil unidades passam a integrar o universo potencialmente elegível pelo critério de preço, elevando a cobertura para cerca de 88% do mercado considerado.
“O novo limite também permite ampliar o acesso a veículos compatíveis com diferentes modalidades de transporte por aplicativo, inclusive categorias que exigem automóveis com maior padrão de conforto e que podem oferecer maior remuneração aos motoristas”, diz o governo.
Governo tenta acelerar adesão ao programa
A mudança nas regras ocorre em meio a uma ofensiva do governo para ampliar o acesso de motoristas de aplicativo e taxistas ao Move Brasil, uma das apostas eleitorais do governo Lula.
Dos R$ 30 bilhões disponíveis para o programa, cerca de R$ 4 bilhões haviam sido emprestados. O Executivo identifica espaço para acelerar as operações e passou a cobrar uma postura menos retraída dos bancos privados na concessão dos financiamentos.
O Conselho Monetário Nacional é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Também integram o CMN o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
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