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Pesquisa Quaest mostra Flávio Bolsonaro com 42% e Lula com 40% no 2º turno

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Levantamento aponta empate técnico entre os candidatos, mas coloca o senador numericamente à frente do presidente pela primeira vez desde abril na série da Quaest.

A Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em uma eventual votação de segundo turno. O senador alcança 42% das intenções de voto, enquanto o presidente registra 40%. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

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Os votos em branco e nulos representam 13%, enquanto 5% dos entrevistados estão indecisos. Apesar do empate técnico, o resultado chama atenção pela mudança na posição numérica dos dois candidatos. Flávio volta a aparecer à frente de Lula, situação que não ocorria desde abril na série da Quaest.

Na pesquisa anterior, realizada em 7 de setembro, os dois estavam empatados numericamente, com 41% cada. Agora, Lula oscilou um ponto para baixo, de 41% para 40%, enquanto Flávio passou de 41% para 42%. As duas movimentações permanecem dentro da margem de erro.

Pesquisa Quaest mostra mudança na trajetória do 2º turno

O atual resultado repete a configuração registrada em abril, antes da revelação das mensagens em que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro ao ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Depois do caso, Lula ampliou sua vantagem sobre o senador e chegou a abrir oito pontos em julho, quando marcou 45% contra 37%. A distância passou então a diminuir. Caiu para cinco pontos no início de agosto, depois para três, chegou a um ponto, passou por um empate numérico e agora apresenta Flávio dois pontos à frente.

O levantamento também revela diferenças importantes entre grupos do eleitorado. No Sudeste, Flávio Bolsonaro registra 47% contra 31% de Lula, uma vantagem de 16 pontos na região que concentra os estados com maior número de eleitores.

No Nordeste, a posição se inverte. Lula aparece com 60% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 28%.

Entre as mulheres, o cenário passou a ser de empate técnico. Lula registra 41% e Flávio, 38%. Para esse recorte, a margem de erro é de três pontos percentuais. Entre os homens, o senador lidera por 47% a 38%.

Flávio também aparece numericamente à frente entre os eleitores mais jovens, com 43% contra 37%. No grupo dos independentes, o senador soma 36%, enquanto Lula tem 26%. Nesse segmento, 29% afirmam que votariam em branco ou nulo.

Eleitores estão divididos sobre Lula e a família Bolsonaro

A Quaest também perguntou aos entrevistados sobre a possibilidade de continuidade ou retorno dos dois grupos políticos ao poder. Para 44%, a reeleição de Lula provoca mais medo. Outros 42% afirmam que o pior cenário seria a volta da família Bolsonaro ao poder.

A diferença de dois pontos acompanha o quadro de forte equilíbrio observado na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Lula empata tecnicamente com outros três adversários

Nas demais simulações de segundo turno apresentadas pela pesquisa, Lula aparece numericamente à frente de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), mas as diferenças permanecem dentro da margem de erro.

Contra Augusto Cury, Lula registra 38% e o escritor aparece com 36%. Votos em branco, nulos ou de quem afirma que não irá votar somam 21%, enquanto 5% estão indecisos.

No confronto com Ronaldo Caiado, o presidente tem 41% contra 39%. Brancos, nulos e aqueles que não pretendem votar representam 16%, e os indecisos somam 4%.

Lula também marca 41% contra 38% de Renan Santos. Nesse cenário, 17% indicam voto em branco, nulo ou dizem que não irão votar, enquanto 4% permanecem indecisos.

A única dessas simulações em que a diferença supera a margem de erro ocorre contra Romeu Zema (Novo). Lula aparece com 45% e Zema com 33%. Outros 18% votariam em branco, anulariam ou não iriam votar, e 4% estão indecisos.

Pesquisa ouviu 2.004 eleitores

A Pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo. Foram entrevistados 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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