Encontro no dia 16 de setembro terá participantes do Brasil, Peru e Colômbia e discutirá sistema para identificar especialistas em 13 eixos temáticos da região.
Transformar conhecimento científico em ferramentas capazes de apoiar soluções para problemas regionais estará no centro de um encontro em Manaus que discutirá dados abertos na Amazônia. Pesquisadores do Brasil, Peru e Colômbia, além de startups, gestores públicos e estudantes, participarão da programação no dia 16 de setembro.
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Um dos principais objetivos é contribuir para a criação de um sistema de recomendação de especialistas em 13 eixos temáticos relacionados à Amazônia. Entre as áreas estão mudanças climáticas, energias renováveis e saúde. A proposta é organizar informações sobre a produção científica e facilitar a identificação de pesquisadores com conhecimento em diferentes temas.
Organizado por cientistas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o encontro tem como tema “Integração de dados abertos para a Amazônia: transformando dados científicos em soluções para a região”. A programação começa às 9h, no Instituto Venturus, na rua Pará, n.º 500, bairro Nossa Senhora das Graças. As inscrições são gratuitas.
Dados abertos na Amazônia devem aproximar ciência de desafios locais
A iniciativa integra o projeto Construção de sistema de recomendações para a clusterização de temas na Amazônia. O trabalho recebe apoio do Programa Integrado de Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica (Pró-Amazônia), iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltada ao financiamento de ciência, tecnologia e inovação na Amazônia Legal.
Coordenadora do evento e do projeto, a professora doutora Célia Simonetti Barbalho explica que a plataforma em desenvolvimento deverá reunir os melhores especialistas das áreas temáticas em elaboração. Para isso, serão consideradas diferentes informações da produção acadêmica e científica.
“O projeto vai mapear a produção dos pesquisadores, incluindo patentes e projetos financiados. Esse levantamento será feito por meio de estudos métricos, com uso de bases de dados para classificar especialistas e tornar seus conhecimentos acessíveis na busca por soluções para desafios reais”, afirma.
A construção do sistema também prevê diálogo com atores de fora das universidades. Pesquisadores, startups, gestores públicos e outros participantes poderão contribuir com discussões que servirão para a formação da futura plataforma.
Programação conecta pesquisa, tecnologia e inovação
A abertura terá a palestra “Raízes do conhecimento: o poder dos dados para conectar a ciência ao ecossistema de inovação”. Outro momento da programação, “Mata fechada aos dados abertos: construindo o sistema de recomendação científica da Amazônia”, será dedicado ao desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para organizar e facilitar o acesso às informações científicas.
A perspectiva internacional será abordada em “Visão Pan-Amazônica: dashboards inteligentes e métricas de impacto”, com experiências do Brasil, Peru e Colômbia na análise de dados regionais. Já a Arena de Debates reunirá representantes do Polo Industrial de Manaus e do ecossistema de inovação para discutir a conexão entre desafios locais e soluções tecnológicas, com participação do público.
A agenda terá ainda os bate-papos “Conectando desafios amazônicos a soluções tecnológicas” e “Teia amazônica: alianças e parcerias”, destinados à troca direta entre os participantes e à formação de redes de cooperação.
Pesquisadores defendem integração pan-amazônica
Um dos palestrantes será o pesquisador Josmel Pacheco Mendoza, da Universidad Científica del Sur (USC), do Peru. Mestre em Gestão da Informação e do Conhecimento, ele destaca a participação conjunta dos três países como um dos principais aspectos da programação.
“Somente a partir de uma perspectiva pan-amazônica compartilhada e do desenvolvimento conjunto de métricas de impacto será possível dar visibilidade à nossa ciência e enfrentar, de forma efetiva, os grandes desafios da sociobiodiversidade”, afirma.
Também palestrante, o doutor em Ciência da Informação Mateus Rebouças, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), avalia que a integração de dados pode contribuir para aproximar diferentes setores envolvidos com os desafios amazônicos.
“Poderemos discutir como integrar dados na perspectiva do acesso aberto, contribuindo para o desenvolvimento da região amazônica e para o enfrentamento de questões como a sustentabilidade, mudanças climáticas e inovação, além de promover o diálogo entre a universidade, os gestores públicos e outros atores do ecossistema de inovação”, destaca.
A participação de Mateus Rebouças em Manaus continuará no dia 17 de setembro. Ele terá um diálogo com professores e estudantes da graduação e da pós-graduação durante o evento “Estudos Métricos da Informação: Perspectivas de Uso e Aplicações”. O encontro começa às 9h, no auditório Rio Alalaú, na Faculdade de Educação (Faced) da Ufam.
A inscrição gratuita pode ser feita neste link.
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