Evento pretende ampliar debate sobre infraestrutura, construção naval e novos caminhos para investimentos no Amazonas
A TranspoAmazônia 2027 pretende colocar a infraestrutura logística e o desenvolvimento do Polo Naval de Manaus no centro das discussões sobre o próximo ciclo econômico do Amazonas. A proposta ocorre em um momento em que o Estado busca ampliar sua capacidade de atrair investimentos, combinando a força do Polo Industrial de Manaus (PIM) com novas atividades e soluções para os desafios de transporte da região.
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A logística aparece como peça fundamental nesse processo. O Amazonas, historicamente associado às grandes distâncias e ao isolamento geográfico, passa a ser apresentado também pelo potencial de seu parque industrial, da bioeconomia e de sua posição geopolítica para uma conexão do Brasil com o Oceano Pacífico.
Nesse ambiente, entidades de classe estruturam o chamado “próximo ciclo” da Zona Franca de Manaus, voltado à combinação do parque fabril já instalado com uma diversificação econômica mais agressiva.
Logística do Amazonas entra no centro do debate
A força industrial continua sendo uma das bases dessa estratégia. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o Polo Industrial de Manaus faturou R$ 58,26 bilhões, resultado 2,24% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Para o presidente da Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz) e idealizador da TranspoAmazônia, Irani Bertolini, as discussões sobre infraestrutura precisam acompanhar os anseios do PIM e as perspectivas para a economia amazonense.
É nesse ponto que a TranspoAmazônia pretende ampliar seu espaço de discussão. A edição de 2027 reunirá Feira e Congresso Internacional de Transporte, Logística e Construção Naval e terá entre suas pautas uma alternativa defendida por Bertolini para a diversificação econômica do Estado, o Polo Naval de Manaus.
Na avaliação do presidente da Fetramaz, o projeto não representa apenas uma possibilidade econômica, mas também tecnológica e ligada à continuidade de uma vocação natural da região.
Polo Naval de Manaus surge como alternativa econômica
Bertolini, um dos pioneiros do transporte na Amazônia na década de 1970, afirma que a construção naval no Amazonas passa por um período de expansão. Segundo ele, todos os estaleiros estão com grande demanda e alguns já possuem encomendas contratadas para os próximos dois anos.
“O Polo Naval de Manaus tem tudo para impulsionar um novo ciclo desenvolvimentista. Há muitos anos trabalhamos nesta proposta e o primeiro gargalo é encontrar uma área grande, próxima de Manaus, para abrigar todos os estaleiros, inclusive com capacidade para construir qualquer embarcação e também reformar navios de todo o mundo”, acrescentou.
A proposta coloca a estrutura necessária para a indústria naval entre os temas ligados ao futuro econômico do Estado. Ao mesmo tempo, reforça a ligação entre a capacidade industrial existente em Manaus e a necessidade de melhorar as condições para transporte e circulação de cargas.
TranspoAmazônia 2027 busca ampliar discussão sobre investimentos
A próxima edição da TranspoAmazônia chega após o evento de 2026 ter reunido especialistas de 43 países e recebido 15 mil visitantes. Para 2027, a expectativa apresentada pelos organizadores é avançar na discussão de soluções práticas para a região, especialmente no encontro entre transporte, logística, indústria e construção naval.
Bertolini avalia que as oportunidades existentes no Amazonas podem atrair centenas de empresas e sustentar um novo período de crescimento econômico.
“O Amazonas não é apenas um lugar maravilhoso para se viver. É maravilhoso para trabalhar e investir, muito mais que o Sul e Sudeste porque aqui temos muita coisa a ser feita, muitas oportunidades e vai crescer muito com centenas de empresas que querem vir para cá. O futuro é brilhante e a TranspoAmazônia está no centro desta questão”, destacou Irani Bertolini.
A discussão proposta para 2027, portanto, associa a continuidade da força do Polo Industrial de Manaus à busca por novas frentes econômicas e por uma infraestrutura capaz de sustentar essa expansão.
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