Evento reuniu representantes de cerca de 30 empresas e destacou incentivos fiscais, bioeconomia e potencial para produção de fitoterápicos
O Governo do Amazonas apresentou as oportunidades de investimento oferecidas pela Zona Franca de Manaus (ZFM) a representantes de aproximadamente 30 indústrias farmacêuticas durante evento realizado nesta terça-feira (22), em São Paulo.
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A primeira edição do Amazonas Invest Farma reuniu cerca de 160 participantes, entre executivos, especialistas, autoridades públicas e representantes do setor farmacêutico.
O encontro teve apoio institucional do Escritório de Representação do Estado do Amazonas em São Paulo (ERGSP) e foi organizado pelo BAS Convergence Hub. A programação destacou os incentivos da ZFM, além das possibilidades de negócios nas áreas de fitoterápicos, pesquisa, inovação tecnológica e bioeconomia.
Zona Franca e segurança jurídica
Durante o evento, foram apresentados os incentivos fiscais relacionados à Zona Franca de Manaus, cuja manutenção está prevista até 2073, além da infraestrutura logística do Amazonas e das possibilidades de aproveitamento sustentável da biodiversidade regional.
Segundo o secretário-chefe do ERGSP, Alfredo Lins, a proposta é aproximar empresas farmacêuticas das oportunidades existentes no estado e estimular futuras negociações.
“Nosso objetivo é apresentar o Amazonas como um ambiente muito propício para que essas empresas se estabeleçam no Estado e fomentem ainda mais o nosso polo industrial. A partir desse primeiro contato, buscamos estreitar a comunicação e abrir caminho para futuras negociações com empresas interessadas em investir na Zona Franca de Manaus”, afirmou.
A biodiversidade amazônica também foi apresentada como um dos principais ativos para o desenvolvimento de medicamentos, princípios ativos, fitoterápicos e produtos nutracêuticos de maior valor agregado.
Pesquisa e parcerias científicas
A programação abordou ainda as possibilidades de ampliação das compras públicas de produtos de base florestal destinados à área da saúde e a expansão do uso de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Amazonas apresentou também seu ecossistema de ciência e tecnologia, formado por 129 entidades homologadas, como uma estrutura capaz de apoiar parcerias entre empresas privadas, universidades e centros de pesquisa.
Entre as instituições citadas estão a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e a Fundação Paulo Feitoza (FPF).

Para o diretor-executivo do BAS Convergence Hub, Guilherme Manechini, a aproximação entre o setor farmacêutico e a biodiversidade amazônica pode ampliar a geração de produtos de maior valor agregado.
“Estamos falando de biodiversidade, princípios ativos, fitoterápicos e nutracêuticos, uma agenda em que o Estado tem uma potência muito grande a ser explorada, gerando valor, alto valor agregado e desenvolvimento econômico”, declarou.
O evento faz parte da estratégia de ampliar a presença do setor farmoquímico na economia amazonense e atrair novos investimentos para a Zona Franca de Manaus.
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