Densa camada de poluição provocada por queimadas levou a capital ao topo do ranking de pior ar do país e suspendeu aulas em universidades
A capital amazonense amanheceu sob um cenário crítico nesta sexta-feira (9). O avanço da fumaça em Manaus, decorrente de queimadas na região, levou a Defesa Civil a disparar um alerta geral às 5h55 recomendando enfaticamente o uso de máscaras de proteção ao sair de casa, além de orientar que a população evite a exposição prolongada em áreas abertas devido aos severos riscos à saúde. Diante do quadro adverso, a Prefeitura de Manaus classificou o município em estado de atenção, medida adotada quando ocorrências simultâneas afetam a rotina urbana com previsão de impacto expressivo em curto prazo.
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Imagens registradas por drones nas primeiras horas do dia revelam a cidade quase totalmente encoberta pelo nevoeiro denso e cinzento.
Índices internacionais e locais apontam ar “perigoso” e “péssimo”
Monitoramentos oficiais e plataformas especializadas confirmam a gravidade da situação atmosférica. Na manhã desta sexta-feira, o painel internacional IQAir posicionou Manaus novamente na liderança do ranking nacional entre os municípios com a pior qualidade do ar. Por volta das 5h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) bateu a marca de 366, categoria classificada tecnicamente como “perigosa”. Na ocasião, a concentração de partículas finas (PM2.5) alcançou o patamar de 258,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³).
Em nível local, os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), desenvolvido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificaram as condições atmosféricas como “péssimas”. Às 6h, medições em bairros como Morro da Liberdade, Educandos e adjacências apontaram picos de até 320,2 µg/m³ de partículas inaláveis.
Para efeito comparativo, a metodologia do Sistema Selva estabelece que a qualidade do ar é considerada ideal e saudável quando os registros oscilam entre 0 e 25 µg/m³. Quaisquer índices que superem esse intervalo passam por gradações que vão de moderada a péssima, evidenciando o perigo respiratório enfrentado pelos moradores.
Impactos da fumaça em Manaus: universidades suspendem atividades presenciais
A deterioração acelerada dos índices respiratórios gerou reflexos imediatos no setor educacional. Para resguardar estudantes, docentes e funcionários, importantes instituições de ensino superior sediadas na capital optaram pela interrupção das atividades nos campi.
A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) anunciou a suspensão de todas as ações acadêmicas e administrativas presenciais durante o período matutino em suas unidades da capital, direcionando o fluxo de trabalho e aulas para o modelo remoto.
No mesmo sentido, o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) paralisou integralmente as atividades presenciais ao longo dos três turnos (manhã, tarde e noite), dando início a um processo de reorganização emergencial de seu calendário letivo.
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