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América Latina lidera exposição de dados na IA em ranking global de segurança

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Estudo da Check Point Software aponta que 3,5% dos prompts enviados a ferramentas de inteligência artificial generativa na região apresentaram alto risco de exposição de informações sensíveis.

A América Latina lidera o risco de vazamento de dados em ferramentas de inteligência artificial (IA), segundo um estudo da Check Point Software. O levantamento identificou que um em cada 29 prompts enviados a plataformas de IA generativa na região apresentava alto risco de exposição de informações sensíveis, o equivalente a 3,5% do total analisado entre julho e agosto de 2026.

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O índice latino-americano ficou acima dos registrados em outras regiões. Na América do Norte, um em cada 32 prompts apresentou alto risco, correspondendo a 3,1%. Na Europa, a proporção foi de um em cada 40, ou 2,5%, enquanto na região da Ásia-Pacífico o resultado foi de um em cada 41, equivalente a 2,4%.

Os dados destacam os desafios de segurança enfrentados por empresas que utilizam ferramentas de inteligência artificial para processar informações, executar tarefas e apoiar atividades profissionais.

Inteligência artificial acelera descoberta de vulnerabilidades

O avanço da inteligência artificial também está ampliando a capacidade de identificar falhas em sistemas e aplicações. O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) alertou para a possibilidade de uma “onda de correções” de segurança, impulsionada pelo aumento de vulnerabilidades identificadas com o auxílio da tecnologia.

O volume de atualizações recentes exemplifica a dimensão desse desafio. A atualização de segurança da Microsoft de julho de 2026 incluiu um recorde de 570 correções. Já a atualização trimestral da Oracle reuniu mais de 1.400 correções.

O relatório também cita situações em que a inteligência artificial ajudou pesquisadores a encontrar falhas críticas e reduziu significativamente o tempo necessário para explorar determinadas vulnerabilidades.

Apesar do aumento na capacidade de identificação, nem todas as falhas representam ameaças concretas. De acordo com o levantamento, das cerca de mil vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA no primeiro semestre de 2026, apenas 1% se converteu em riscos reais.

Esse cenário exige que as equipes de segurança avaliem quais vulnerabilidades podem ser efetivamente exploradas e priorizem as correções de acordo com o nível de risco. A dificuldade está em agir com rapidez suficiente para evitar que criminosos cibernéticos aproveitem as brechas antes da aplicação das medidas de proteção.

Como criminosos podem explorar ferramentas de IA

O estudo aponta uma mudança na maneira como agentes maliciosos utilizam a inteligência artificial. Em vez de recorrer exclusivamente à tecnologia para invadir sistemas, eles podem explorar a capacidade dos modelos de interpretar informações, acessar conteúdos e executar tarefas para identificar vulnerabilidades disponíveis na internet.

Nesse contexto, ferramentas que operam com permissões legítimas também podem se tornar um ponto de atenção quando apresentam falhas de segurança.

Pesquisadores identificaram vulnerabilidades em ferramentas como o Microsoft 365 Copilot e o Microsoft Word Copilot. Entre os problemas relatados estão riscos de exposição de arquivos e de propagação de instruções maliciosas entre documentos.

Esses casos demonstram que a segurança não depende apenas da capacidade de impedir invasões convencionais. Também é necessário avaliar como os assistentes de inteligência artificial interpretam instruções, processam documentos e utilizam as permissões concedidas pelos usuários.

Quando uma ferramenta apresenta uma falha, determinadas funcionalidades legítimas podem ser utilizadas de maneira indevida, criando oportunidades para a exposição de informações ou para a execução de ações não previstas.

Defesas tradicionais enfrentam novos desafios

A Check Point Software conclui que a superfície de ataque está passando por mudanças com a adoção de agentes de inteligência artificial capazes de realizar múltiplas tarefas em poucos minutos.

Esse ritmo pode reduzir a eficácia de mecanismos de defesa que dependem exclusivamente da análise e da resposta humana para identificar, investigar e corrigir incidentes.

O cenário exige que as organizações reforcem o monitoramento de informações compartilhadas com ferramentas de IA, revisem permissões de acesso e adotem procedimentos para identificar comportamentos suspeitos. A priorização de vulnerabilidades também se torna essencial para direcionar recursos às falhas com maior potencial de exploração.

Os resultados indicam que a inteligência artificial oferece recursos para aprimorar a segurança cibernética, mas também amplia os desafios relacionados à proteção de dados. Para as empresas, o principal objetivo é acompanhar a velocidade da tecnologia sem comprometer a confidencialidade das informações e a segurança dos sistemas.

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