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Ipaam registra alta expressiva de 359% nas análises do Cadastro Ambiental Rural

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O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou um crescimento de 359,4% nas análises do Cadastro Ambiental Rural (CAR) em 2025. Por meio da Gerência de Controle Agropecuário (GCAP), o órgão ambiental analisou um total de 22.406 processos ao longo do ano. O número representa um crescimento de 359,4% em comparação ao ano anterior, 2024, quando foram contabilizados 4.877 processos. Esse avanço não apenas demonstra uma mudança na dinâmica administrativa do instituto, mas também sinaliza um novo momento para a regularização ambiental no estado.

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A otimização desses procedimentos é vital para o setor produtivo e para a preservação ecológica. O registro eletrônico obrigatório para todos os imóveis rurais tem a finalidade de integrar as informações ambientais das propriedades e posses rurais referentes às Áreas de Preservação Permanente (APP), de uso restrito, de Reserva Legal, de remanescentes de florestas e demais formas de vegetação nativa, além das áreas consolidadas.

O papel estratégico do Cadastro Ambiental Rural na gestão pública

A consolidação desse banco de dados serve como alicerce para o controle, o monitoramento, o planejamento ambiental e econômico e o combate ao desmatamento. Com o aumento expressivo nas validações, o Ipaam fortalece sua capacidade de identificar a real situação ambiental das propriedades amazonenses.

Essa base de dados robusta subsidia análises técnicas complexas no âmbito do licenciamento ambiental e orienta, de forma mais assertiva, as ações de controle e fiscalização. O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, ressalta que os números positivos são reflexo de uma diretriz institucional focada na celeridade e na eficiência. Segundo Picanço, o objetivo é garantir segurança jurídica aos produtores rurais que buscam a regularidade, ao mesmo tempo em que se amplia o rigoroso controle ambiental necessário para a conservação do bioma amazônico.

Expansão do licenciamento e rigor na fiscalização

Além do foco no Cadastro Ambiental Rural, a Gerência de Controle Agropecuário expandiu sua atuação para outras frentes vitais em 2025. O licenciamento ambiental de atividades agropecuárias ganhou ritmo, acompanhado de diversos serviços técnicos especializados. Durante o período, foram emitidos 1.369 pareceres técnicos e 17 notas técnicas, documentos essenciais para a tomada de decisões administrativas e legais.

A presença do Estado também se fez sentir in loco. As equipes técnicas realizaram uma série de relatórios de vistorias, inspeções e fiscalizações que cobriram 15 municípios do Amazonas. Essa descentralização das ações permite que o órgão ambiental atue não apenas na capital, mas também em regiões onde a pressão sobre os recursos naturais exige monitoramento constante.

Como resultado direto dessas operações de campo e das análises documentais, foram lavradas notificações, autos de infração e termos administrativos contra irregularidades detectadas. O valor total das multas aplicadas alcançou a cifra de R$ 2.956.681, evidenciando que o trabalho de orientação caminha lado a lado com a punição a infrações ambientais, conforme determina a legislação vigente.

Reestruturação de fluxos e fortalecimento técnico

Para alcançar um crescimento percentual de três dígitos, foi necessária uma reorganização interna profunda. A analista ambiental Kikue Muroya, integrante da GCAP, explica que o desempenho é fruto direto da organização dos fluxos de trabalho e do aprimoramento técnico da equipe. A estratégia adotada permitiu dar vazão a uma demanda reprimida e atender novos solicitantes com maior agilidade.

Muroya destaca que, em 2025, o Ipaam conseguiu equilibrar a balança entre a análise burocrática e a ação de campo. Ao levar os serviços da gerência para o interior, o Instituto reforça sua presença territorial, o que é fundamental para o ordenamento do uso e ocupação do solo no Amazonas.

O cenário desenhado pelo balanço de 2025 aponta para um futuro onde a tecnologia e a gestão eficiente de dados são as principais ferramentas para a sustentabilidade. Com o passivo de análises diminuindo e a fiscalização ativa, o estado caminha para um ambiente de negócios mais seguro para o produtor rural regularizado e de maior proteção para o patrimônio natural coletivo.

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