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PF intima Jaques Wagner a depor sobre investigação do Banco Master

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Senador será ouvido em 7 de agosto, em Brasília, no inquérito que apura supostas vantagens econômicas relacionadas à instituição financeira.

A PF intima Jaques Wagner a prestar depoimento na investigação que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O senador do PT da Bahia deverá comparecer à sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no dia 7 de agosto.

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A intimação foi expedida nesta terça-feira (21) no âmbito da Operação Compliance Zero. O inquérito analisa suspeitas de que o parlamentar teria recebido vantagens econômicas indevidas em troca de atuação política favorável aos interesses da instituição financeira.

Segundo a investigação, Wagner é apontado como “suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas, figurando como agente público em favor de quem teriam sido estruturados pagamentos, benefícios e aquisições patrimoniais”.

PF intima Jaques Wagner após operação autorizada pelo STF

O senador já havia sido alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho com autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados ao parlamentar em Salvador e em Brasília.

A Polícia Federal apura se Wagner teria recebido vantagens indevidas para apoiar medidas que poderiam beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional. Entre os pontos investigados estão tratativas relacionadas à proposta que ficou conhecida como “Emenda Master”.

A medida previa ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. A proposta, no entanto, não foi aprovada pelo Senado. A defesa afirma que Wagner se posicionou contra a emenda e nega que o senador tenha atuado para favorecer o banco.

Apartamento e repasses são investigados

Outro ponto analisado pelos investigadores é a compra de um apartamento de alto padrão em Salvador. O imóvel teria valor aproximado de R$ 2,4 milhões a R$ 2,5 milhões e estaria relacionado a Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

A investigação também apura repasses financeiros que somariam cerca de R$ 3,5 milhões em contas de familiares do senador. Conforme a Polícia Federal, os possíveis benefícios teriam sido estruturados por meio de pessoas próximas e empresas relacionadas ao entorno familiar de Wagner.

Os investigadores apontam que o parlamentar mantinha proximidade com Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do Banco Pleno, instituição que também foi liquidada pelo Banco Central.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. A defesa sustenta que o senador não atuou no Congresso para favorecer o Banco Master e afirma que os fatos mencionados na investigação serão esclarecidos durante o processo.

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