Iniciativa da DPE-AM e Fiocruz selecionou 120 mulheres em Manaus, Itacoatiara e Tefé; aprovadas receberão bolsa mensal de R$ 700.
O Projeto Defensoras Populares acaba de dar um passo decisivo para o fortalecimento da cidadania no Norte do país com a divulgação do resultado parcial de sua terceira edição. Ao todo, 120 mulheres residentes no Amazonas foram pré-classificadas para participar da iniciativa, que visa capacitar lideranças femininas para atuar como agentes de direitos em suas respectivas comunidades. As selecionadas estão distribuídas entre os municípios de Manaus, Itacoatiara e Tefé.
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A lista oficial com os nomes das candidatas selecionadas já está disponível para consulta pública no portal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O processo seletivo despertou grande interesse no estado, registrando um total de 387 inscrições. Aquelas que não figuram na lista principal de pré-classificadas compõem agora um cadastro reserva com 267 nomes, que poderão ser convocados em caso de desistências registradas durante o primeiro quarto da jornada de formação.
Prazos e próximas etapas da seleção
Para as candidatas que desejam contestar o resultado parcial, o cronograma estabelece que o prazo para a interposição de recursos permanece aberto até esta sexta-feira, dia 24 de abril. Após a análise das eventuais contestações, a organização prevê a publicação do resultado final para o dia 30 de abril.
A iniciativa é fruto de uma cooperação estratégica entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), a Fiocruz e a Fundação de Apoio à Fiocruz (FIOTEC). O objetivo central é descentralizar o conhecimento jurídico e promover a igualdade social por meio da educação em direitos.
Formação e plano de articulação comunitária
O curso de capacitação terá duração de oito meses e será realizado em formato híbrido, mesclando atividades presenciais e aulas on-line. Um dos principais atrativos e suportes para a permanência das alunas é o pagamento de uma bolsa mensal no valor de R$ 700 durante todo o período letivo.
Mais do que o aprendizado teórico, as futuras Defensoras Populares terão o desafio de elaborar e executar um Plano de Articulação Comunitária (PAC Popular). Este plano consiste em um conjunto de propostas e ações práticas desenhadas para solucionar problemas locais, garantindo que o conhecimento adquirido em sala de aula se transforme em benefícios diretos para os territórios onde essas mulheres residem.
O impacto social no Amazonas
Segundo o Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, o projeto é uma ferramenta de transformação social profunda. Ao capacitar mulheres que já possuem um vínculo orgânico com suas comunidades, a Defensoria Pública consegue chegar a locais onde o Estado, muitas vezes, tem dificuldade de penetrar. “É uma estratégia que amplia a informação sobre direitos e contribui para transformar realidades”, destacou Barbosa.
A formação dessas lideranças busca criar uma rede de apoio que facilite o acesso à justiça, orientando a população sobre como buscar auxílio jurídico e como proteger seus direitos fundamentais. Para sanar dúvidas ou obter informações complementares, a organização disponibiliza o canal de comunicação oficial através do e-mail: [email protected].
Confira a lista aqui.
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